Publicação: O canto do tordo e o conto da aia: as vozes femininas e a subversão do poder nas distopias de Collins e Atwood
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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA
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Este trabalho analisa o protagonismo feminino nas distopias de Suzanne Collins: Jogos Vorazes; Em Chamas e; A Esperança; e de Margaret Atwood: O Conto da Aia e Os Testamentos. Partindo da concepção e das características forjadas pelas utopias, anteriores e posteriores a Thomas More; atravessamos conceitos como: ficção científica e antiutopia, até que alcancemos as distopias clássicas escritas por Zamiatin, Orwell e Huxley, parâmetros estruturais para as distopias mais recentes, como as que compõem nosso corpus. Sob o viés das relações de poder e da construção da crítica feminista, destrinchamos a posição de subalternidade dos distritos que compõem o país de Panem e das mulheres que habitam Gilead, ainda com foco nesses corpos frágeis discutimos como as relações de poder são construídas e perpetuadas, assim como o funcionamento das estratégias utilizadas pelos poderosos para que se mantenham no topo da pirâmide do poder, enquanto subalternizam determinados grupos da sociedade. De mesmo modo, discutimos como as hegemonias dominam espaço, corpo e mente daqueles que se encontram sob seu jugo, fomentados pela crítica feminista e mitocrítica analisamos as contribuições de Katniss e Offred para derrubar as ditaduras em que se encontram imersas, nesse ínterim, discutimos a jornada da heroína clássica percorrida por Katniss, arquétipo da deusa grega Ártemis, desde o sorteio do nome de Primrose na Colheita, até que ela se transforme no Tordo, símbolo da revolução rebelde no país. Assim como, destrinchamos os atos velados de rebeldia executados por Offred e como seu papel de mãe, ligado ao arquétipo da deusa Deméter, se torna imprescindível na luta contra a sociedade patriarcal de Gilead.
Abstract
This Phd thesis analyzes the female protagonism in Suzanne Collins' dystopias: Hunger
Games; Catching Fire and Mockingjay; and also, in Margaret Atwood9s: The Handmaid's
Tale and The Testaments. Beginning with the conception and characteristics forged by
utopias, before and after Thomas More; we go through concepts such as science fiction
and anti-utopia, until we can reach the classic dystopias written by Zamiatin, Orwell and
Huxley, structural parameters for more recent dystopias, such as those that integrate our
corpus. From the perspective of power relations and the construction of feminist criticism,
we unravel the subaltern position engaged by Panem9s districts and by the women who
inhabit Gilead, still focusing on these fragile bodies, we had discussed how the power
relations are constructed and perpetuated, as well, as the functioning of the strategies used
by the powerful to remain at the top of the power pyramid, while subalternizing certain
groups in their society. Likewise, we discuss how hegemony can dominate the space,
body, and mind of those who are under their domain, guided by feminist criticism and
myth-criticism, we analyze Katniss and Offred's contributions to overthrowing the
dictatorships in which they both are immersed, meanwhile, we discuss the journey of the
classic heroine followed by Katniss, archetype of the Greek goddess Artemis, from the
drawing of Primrose's name at the Harvest, until she becomes the Mockingjay, insurgents'
symbol. Likewise, we unravel the veiled acts of rebellion carried out by Offred and how
her role as a mother, linked to the archetype of the goddess Demeter, becomes essential
to fight against Gilead's patriarchal society.
Palavras-chave
Mitocrítica, Crítica feminista, Jogos Vorazes, O conto da Aia, Relações de poder, Myth-criticism, Feminist criticism, Hunger Games, The Handmaid’s tale, Power relations
Citação
BARBOSA, Anna Carolyna. O canto do tordo e o conto da aia: as vozes femininas e a subversão do poder nas distopias de Collins e Atwood. 2023. 266 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2024.312.
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