Publicação: Infâncias na cidade: invisibilidades, disputas e possibilidades
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS, CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
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Resumo
Esta dissertação tem como objetivo compreender como o reconhecimento ou a invisibilidade das infâncias se produz na cidade, articulando debates teórico-críticos, práticas contra-hegemônicas e percursos cartográficos realizados em espaços urbanos destinados às crianças. Parte-se da compreensão de que as cidades têm sido historicamente planejadas por e para pessoas adultas, orientadas por racionalidades produtivistas, privatistas, adultocêntricas e tecnocráticas, que tendem a restringir os modos de presença, circulação, brincadeira e participação das crianças nos territórios urbanos. Nesse contexto, problematiza-se a distância entre o reconhecimento normativo das infâncias como sujeitos de direitos e as condições concretas de sua presença nos territórios urbanos. A pesquisa orienta-se pela abordagem qualitativa, assumindo a reflexividade e a implicação do corpo-pesquisadora na produção do conhecimento. O percurso metodológico desdobra-se em duas frentes complementares, articulando a análise teórico-crítica da literatura, inspirada na montagem benjaminiana de fragmentos conceituais, ao mapeamento e análise dos espaços públicos pensados para as infâncias em Uberlândia/MG, sob inspiração do método cartográfico. A análise teórico-crítica destaca o brincar como prática contra-hegemônica e identifica experiências como urbanismo tático, orçamentos participativos e metodologias participativas na extensão universitária como fissuras possíveis no modelo hegemônico de produção da cidade. Os resultados evidenciam que o reconhecimento das infâncias na cidade permanece marcado por tensões entre direitos formalmente assegurados e condições concretas de permanência. A pesquisa defende, portanto, a necessidade de fortalecer políticas públicas e práticas urbanas que reconheçam as crianças como sujeitos de direitos e agentes legítimos na produção do espaço urbano.
Abstract
This dissertation aims to understand how the recognition or invisibility of childhoods is produced in the city, articulating theoretical-critical debates, counter-hegemonic practices, and cartographic paths carried out in urban spaces intended for children. It starts from the understanding that cities have historically been planned by and for adults, guided by productivist, privatist, adult-centered, and technocratic rationalities that tend to restrict children’s modes of presence, circulation, play, and participation in urban territories. In this context, the distance between the normative recognition of childhoods as subjects of rights and the concrete conditions of their presence in urban territories is problematized. The research is guided by a qualitative approach, assuming reflexivity and the implication of the researcher-body in the production of knowledge. The methodological path unfolds into two complementary fronts, articulating the theoretical-critical analysis of the literature, inspired by the benjaminian montage of conceptual fragments, with the mapping and analysis of public spaces designed for childhoods in Uberlândia/MG, under the inspiration of the cartographic method. The theoretical-critical analysis highlights play as a counter-hegemonic practice and identifies experiences such as tactical urbanism, participatory budgeting and participatory methodologies in university extension as possible fissures in the hegemonic model of city production. The results show that the recognition of childhoods in the city remains marked by tensions between formally guaranteed rights and concrete conditions of existence. The research therefore argues for the need to strengthen public policies and urban practices that recognize children as subjects of rights and legitimate agents in the production of urban space.
Palavras-chave
Infância, Direito à Cidade, Planejamento Urbano, Brincar, Território, Childhood, Right to the City, Urban Planning, Play, Territory
Citação
PEDROSA, Samantha Pires Oliveira Freitas. Infâncias na cidade: invisibilidades, disputas e possibilidades. 2026. 126 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.454
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