Publicação: Impacto do ESG nos custos de capital de empresas em países emergentes: uma análise do BRICS
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CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO::CIENCIAS CONTABEIS
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A adoção de práticas ESG tem ganhado relevância global, sendo associada à redução dos custos de capital das empresas. Este estudo investiga essa relação no contexto dos países do BRICS, analisando o impacto do ESG nos custos de capital próprio (Ke), de terceiros (Ki) e no custo médio ponderado de capital (WACC). A pesquisa utiliza dados financeiros e de divulgação ESG de empresas não financeiras, extraídos da base Refinitiv Eikon (LSEG), abrangendo o período de 2014 a 2023, com uma amostra de 1.708 empresas e 6.099 observações. Por meio de modelos econométricos de regressão e tendo as Teorias dos Stakeholders e Shareholders como bases interpretativas, os resultados não confirmam a expectativa de que o ESG reduz os custos de capital. Observou-se que, para o Ke, não há associação estatisticamente significativa. Já para o Ki, há evidências de uma relação positiva, mas o efeito desaparece quando controlado por efeitos fixos. No caso do WACC, embora a correlação inicial seja negativa, os modelos de regressão indicam um efeito positivo, sugerindo que empresas ESG podem enfrentar um custo médio ponderado de capital ligeiramente maior. Os achados desta pesquisa reforçam a necessidade de um amadurecimento dos mercados emergentes em relação à precificação do ESG e indicam que fatores tradicionais, como alavancagem, liquidez e estrutura de governança, ainda predominam na determinação dos custos de capital nos BRICS. As principais conclusões deste estudo foram: (a) o ESG não reduz de forma significativa o custo de capital próprio; (b) o impacto sobre o custo da dívida é inconsistente; (c) o custo médio ponderado de capital pode ser influenciado por características estruturais das empresas e do mercado, diluindo ou revertendo os potenciais benefícios das práticas ESG.
Abstract
The adoption of ESG practices has gained global relevance, often being linked to reducing companies’ capital costs. This study investigates this relationship in the context of BRICS countries, analyzing the impact of ESG on the cost of equity (Ke), the cost of debt (Ki), and the weighted average cost of capital (WACC). The research utilizes financial data and ESG disclosures from non-financial companies, drawn from the Refinitiv Eikon (LSEG) database, covering the 2014–2023 period, with a sample of 1,708 companies and 6,099 observations. Employing econometric regression models and using Stakeholder and Shareholder Theories as interpretive frameworks, the findings do not confirm the expectation that ESG reduces capital costs. For Ke, no statistically significant association was observed. For Ki, evidence showed a positive relationship, but this effect disappears when controlling for fixed effects. In the case of WACC, although the initial correlation is negative, the regression models indicate a positive effect, suggesting that ESG-oriented companies may face a slightly higher weighted average cost of capital. These results highlight the need for further maturation of emerging markets with regard to ESG pricing and indicate that traditional factors, such as leverage, liquidity, and governance structure, still prevail in determining capital costs in BRICS. The main conclusions of this study were: (a) ESG does not significantly reduce the cost of equity; (b) the impact on the cost of debt is inconsistent; and (c) the weighted average cost of capital may be influenced by structural characteristics of both companies and the market, thereby diluting or reversing the potential benefits of ESG practices.
Palavras-chave
ESG, Custos de Capital, BRICS, Teoria dos Stakeholders, Capital Costs, Stakeholder Theory
Citação
ARAUJO, Danilo de Sousa. Impacto do ESG nos custos de capital de empresas em países emergentes: uma análise do BRICS. 2025. 72 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2025.60
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