Publicação: Uso de contraste em imagens via ressonância magnética
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CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA, CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::RADIOLOGIA MEDICA, CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::FISICA::FISICA NUCLEAR
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Resumo
Nos últimos anos, o uso da ressonância magnética tem crescido significativamente, principalmente
devido à eficácia no diagnóstico de diversas patologias. Este exame utiliza um campo magnético
intenso e pulsos de radiofrequência para gerar imagens de alta resolução. Em um computador
especializado, o sinal elétrico captado por bobinas é convertido em um sinal digital, produzindo
as imagens exibidas no monitor. Trata-se de um método não invasivo que dispensa o uso de
radiação ionizante.
A introdução de uma nova classe de compostos metalofármacos, conhecidos como agentes de
contraste, trouxe um impacto significativo na qualidade das imagens e no desenvolvimento da
técnica de ressonância magnética. Considerando o elevado número de procedimentos realizados e
a importância de compreender o funcionamento desses agentes, este trabalho de conclusão de
curso apresenta uma revisão bibliográfica sobre o tema.
O contraste em cada imagem depende de diversas variáveis, tornando essencial o entendimento
dos mecanismos que influenciam esse contraste. A fim de compreender os agentes de contrate nos
tempos de relaxação 𝑇1 e 𝑇2, é importante analisar dois tipos de parâmetros: os contrastes
intrínsecos, que são características próprias dos tecidos orgânicos e permanecem inalteráveis, e os
parâmetros de contraste extrínsecos, que podem ser ajustados.
Com ênfase no contraste de gadolínio, suas propriedades paramagnéticas intensificam o sinal das
imagens, permitindo destacar áreas com maior vascularização, como tumores e inflamações.
Geralmente administrado por via intravenosa, o gadolínio altera o tempo de relaxamento das
moléculas de água próximas, resultando em imagens mais detalhadas e com maior contraste.
Portanto, pode-se concluir que os agentes de contraste são fundamentais na técnica de ressonância
magnética, pois fornecem um sinal forte em diversos tecidos, melhorando assim o contraste das
imagens.
Abstract
In recent years, the use of magnetic resonance imaging (MRI) has grown significantly, primarily
due to its effectiveness in diagnosing various pathologies. This examination employs a strong
magnetic field and radiofrequency pulses to generate high-resolution images. In a specialized
computer, the electrical signal captured by coils is converted into a digital signal, producing the
images displayed on the monitor. It is a non-invasive method that does not require the use of
ionizing radiation.
The introduction of a new class of metallopharmaceutical compounds, known as contrast agents,
has significantly impacted image quality and the development of MRI techniques. Considering the
high number of procedures performed and the importance of understanding how these agents work,
this thesis presents a bibliographic review on the subject.
The contrast in each image depends on several variables, making it essential to understand the
mechanisms influencing this contrast. To comprehend the role of contrast agents in 𝑇1 e
and 𝑇2 relaxation times, it is important to analyze two types of parameters: intrinsic contrasts,
which are inherent characteristics of organic tissues and remain unchanged, and extrinsic contrast
parameters, which can be adjusted.
With a focus on gadolinium-based contrast, its paramagnetic properties enhance the signal in
images, allowing for the highlighting of areas with greater vascularization, such as tumors and
inflammations. Typically administered intravenously, gadolinium alters the relaxation time of
nearby water molecules, resulting in more detailed images with higher contrast.
Therefore, it can be concluded that contrast agents are fundamental in MRI techniques, as they
provide a strong signal in various tissues, thereby improving image contrast.
Palavras-chave
Ressonância Magnética, Agentes de Contrastes, Gadolínio
Citação
CARMO, Jeane Menezes do. Uso de contraste em imagens via ressonância magnética. 2024. 46 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Física Médica) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.