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As construções classificadoras na Língua de Sinais Brasileira-Libras

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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA::TEORIA E ANALISE LINGUISTICA

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A Libras apresenta o Classificador, ou seja, a representação icônica de um ser, objeto ou coisa, como possibilidade de formação de sinal. A revisão da literatura nos impulsionou a investigar as ocorrências de sinais classificadores e suas construções dentro das sentenças, em contexto comunicativo. O objetivo é identificar, descrever e analisar a aparição de Classificadores e suas construções dentro das sentenças produzidas em Libras, pelo viés morfossintático e utilizando como modelo a Morfologia Construcional-Silex. Para isso, identificamos e descrevemos os tipos de Classificadores e/ou de Construções Classificadoras em sinais base ou raiz. Categorizamos os fenômenos e suas ocorrências nas falas dos surdos. Posteriormente, identificamos e descrevemos as regras que regem a união de uma unidade a outra para atribuir ou alterar significados no fenômeno de criação de sinais classificadores e de Construções Classificadoras. Apresentamos a categoria do Classificador ou Construção Classificadora identificada e qual tipo de formação ocorreu nesse processo. O aporte teórico desta pesquisa, no que se refere à descrição e análise linguística da Libras, foi embasado nos estudos descritivos de línguas de sinais distintas, sendo eles: Allan (1977); Felipe (2002); Ferreira-Brito(2010, [1995]); Klima e Bellugi (1979); Quadros e Karnoop (2004); Supalla (1986). Já em relação aos estudos dos Classificadores nosso aporte teórico contou com os seguintes autores: Allan (1977); Faria-Nascimento (2009); Ferreira-Brito (2010[1995]); Mc Donald (1982); Pimenta e Quadros (2009); Quadros e Karnopp (2004); Strobel e Fernandes (1998) e Supalla (1986). A metodologia adotada para o desenvolvimento desta pesquisa é de caráter descritivo de cunho explicativo, considerada por Gil (2008) como pesquisas que visam descrever e explicar como acontecem certos fenômenos. Em relação à abordagem, enquadra-se no tipo qualitativo, pois visa apresentar os resultados por meio de percepções e análises, descrevendo a complexidade do problema e a interação entre variáveis. O corpus utilizado para a coleta de dados foi extraído do banco de dados da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC e consiste em vídeos produzidos em Libras. Para a análise, foram selecionados três vídeos como um recorte representativo para a pesquisa. Nesses vídeos os participantes fizeram uma síntese da narrativa do clipe escolhido e assistido previamente. Os clipes são vídeos que utilizam como forma de comunicação a pantomima e a mímica. Os participantes escolheram os clipes de Charles Chaplin e de Tom e Jerry. Os resultados mostraram que a presença de Classificadores e suas Construções Classificadoras é frequente em gênero narrativo. Quinze fenômenos distintos foram identificados entre tipos de Classificadores e Construções Classificadoras. Em alguns casos, para um mesmo referente, identificamos escolhas distintas entre os participantes. Na revisão da literatura percebemos que alguns Classificadores que se apresentam como tipo de Classificadores são, de fato, Construções Classificadoras. A Nominalização; Derivação; Composição; Incorporação e Soletração rítmica são consideradas fenômenos de formação de sinais, mas não identificamos estudos que se referem a possibilidade de formação de sinal primária que seria por meio da junção dos parâmetros. O desenvolvimento desta pesquisa confirmou nossa hipótese de que os surdos, ao utilizarem Classificadores e suas construções, lançam mão de informações gramaticais e lexicais da Libras em sinais-base ou raiz. Ao concluirmos nossa análise afirmamos a importância de pesquisas descritivas dos aspectos linguísticos da Libras e sua contribuição para elaboração de materiais didáticos, novas pesquisas na área e para a divulgação e perenização dessa língua.

Abstract

A Libras apresenta o Classificador, ou seja, a representação icônica de um ser, objeto ou coisa, como possibilidade de formação de sinal. A revisão da literatura nos impulsionou a investigar as ocorrências de sinais classificadores e suas construções dentro das sentenças, em contexto comunicativo. O objetivo é identificar, descrever e analisar a aparição de Classificadores e suas construções dentro das sentenças produzidas em Libras, pelo viés morfossintático e utilizando como modelo a Morfologia Construcional-Silex. Para isso, identificamos e descrevemos os tipos de Classificadores e/ou de Construções Classificadoras em sinais base ou raiz. Categorizamos os fenômenos e suas ocorrências nas falas dos surdos. Posteriormente, identificamos e descrevemos as regras que regem a união de uma unidade a outra para atribuir ou alterar significados no fenômeno de criação de sinais classificadores e de Construções Classificadoras. Apresentamos a categoria do Classificador ou Construção Classificadora identificada e qual tipo de formação ocorreu nesse processo. O aporte teórico desta pesquisa, no que se refere à descrição e análise linguística da Libras, foi embasado nos estudos descritivos de línguas de sinais distintas, sendo eles: Allan (1977); Felipe (2002); Ferreira-Brito(2010, [1995]); Klima e Bellugi (1979); Quadros e Karnoop (2004); Supalla (1986). Já em relação aos estudos dos Classificadores nosso aporte teórico contou com os seguintes autores: Allan (1977); Faria-Nascimento (2009); Ferreira-Brito (2010[1995]); Mc Donald (1982); Pimenta e Quadros (2009); Quadros e Karnopp (2004); Strobel e Fernandes (1998) e Supalla (1986). A metodologia adotada para o desenvolvimento desta pesquisa é de caráter descritivo de cunho explicativo, considerada por Gil (2008) como pesquisas que visam descrever e explicar como acontecem certos fenômenos. Em relação à abordagem, enquadra-se no tipo qualitativo, pois visa apresentar os resultados por meio de percepções e análises, descrevendo a complexidade do problema e a interação entre variáveis. O corpus utilizado para a coleta de dados foi extraído do banco de dados da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC e consiste em vídeos produzidos em Libras. Para a análise, foram selecionados três vídeos como um recorte representativo para a pesquisa. Nesses vídeos os participantes fizeram uma síntese da narrativa do clipe escolhido e assistido previamente. Os clipes são vídeos que utilizam como forma de comunicação a pantomima e a mímica. Os participantes escolheram os clipes de Charles Chaplin e de Tom e Jerry. Os resultados mostraram que a presença de Classificadores e suas Construções Classificadoras é frequente em gênero narrativo. Quinze fenômenos distintos foram identificados entre tipos de Classificadores e Construções Classificadoras. Em alguns casos, para um mesmo referente, identificamos escolhas distintas entre os participantes. Na revisão da literatura percebemos que alguns Classificadores que se apresentam como tipo de Classificadores são, de fato, Construções Classificadoras. A Nominalização; Derivação; Composição; Incorporação e Soletração rítmica são consideradas fenômenos de formação de sinais, mas não identificamos estudos que se referem a possibilidade de formação de sinal primária que seria por meio da junção dos parâmetros. O desenvolvimento desta pesquisa confirmou nossa hipótese de que os surdos, ao utilizarem Classificadores e suas construções, lançam mão de informações gramaticais e lexicais da Libras em sinais-base ou raiz. Ao concluirmos nossa análise afirmamos a importância de pesquisas descritivas dos aspectos linguísticos da Libras e sua contribuição para elaboração de materiais didáticos, novas pesquisas na área e para a divulgação e perenização dessa língua.

Palavras-chave

Classificadores na Libras, Classifiers in Libras, Descrição, Morfossintaxe na Libras, Description, Morphosyntax in Libras

Citação

RABELO, Andrelina Heloisa Ribeiro. As construções classificadoras na Língua de Sinais Brasileira - Libras. 2025. 212 f. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2025.5064

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