Publicação: O neofantástico em Sagarana, de Guimarães Rosa
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Área do conhecimento
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Orientador
Coorientador
Resumo
Este trabalho propõe analisar o conto “Duelo” presente na obra Sagarana (1946), escrita por
João Guimarães Rosa. As análises aqui elucidadas compreenderam aspectos literários que vão
da narrativa à questão da figura do homem sertanejo na visão rosiana, como é o caso do
personagem Turíbio Todo que surpreende a esposa, dona Silivana, em adultério com o
soldado Cassiano Gomes. Rosa sugere uma releitura acerca destes personagens sertanejos, dálhes
voz e mérito num contexto literário em que os heróis são burgueses e ocupam altas
esferas sociais. O sertão rosiano é considerado um lugar maravilhoso, onde homem e natureza
ao ocuparem o mesmo ambiente se mesclam, dialogam entre si e evidenciam a paisagem
natural e rústica do sertão brasileiro. O autor intenta evidenciar um novo sertão composto não
somente por misérias, mas por gente simples, de valor e com cultura. A natureza é bela,
harmônica e forte. Rosa cria enigmas ao longo da narrativa “Duelo”, e ocupa o leitor de modo
a retirá-lo de sua zona de conforto, pois a história possui clímax em toda a sua sequência,
início, meio e fim. Quanto ao referencial teórico, recorremos às bases teóricas do crítico
argentino Jaime Alazraki, que sugere uma nova constituição de gênero intitulado por
Neofantástico. O referido gênero possui três características: a visão, a intenção e o modus
operandi, que foram aplicadas ao conto “Duelo”, numa abordagem crítico-reflexiva.
Ademais, esta dissertação contempla recursos utilizados por Rosa como o uso de epígrafes,
metáforas, neologismos e demais aspectos linguísticos inovadores para a literatura brasileira,
durante o século XX e até os dias atuais.
Abstract
This work aims to analyze the short story "Duelo" present in the book called Sagarana
(1946), written by João Guimarães Rosa. The analyzes elucidated here comprise literary
aspects from the narrative to the question of the figure of the “sertanejo” man in the author’s
view, as the case of the character Turíbio Todo who surprises his wife, Dona Silivana, in
adultery with the soldier Cassiano Gomes. Rosa suggests a re-reading about these “sertanejos”
characters, gives them voice and merit in a literary context in which the heroes are bourgeois
and occupy high social spheres. The “sertão” created by Rosa is considered a wonderful
place, where man and nature, when they occupy the same environment mix, dialogue among
themselves and show the natural and rustic landscape of the Brazilian “sertão”. The author
tries to highlight a new “sertão” composed not only of miseries, but simple people, of value
and culture. Nature is beautiful, harmonious and strong. Rosa creates enigmas throughout
"Duelo", and occupies the reader to remove him/her from his/her comfort zone, because the
story has climax throughout its sequence, beginning, middle and end. As for the theoretical
reference, we resort to the theoretical bases of the Argentine critic Jaime Alazraki, who
suggests a new constitution of genre titled Neofantastic. This genre has three characteristics:
vision, intention and modus operandi, which were applied to "Duelo", in a critical-reflexive
approach. In addition, this dissertation contemplates resources used by Rosa as epigraphs,
metaphors, neologisms and other innovative linguistic aspects for Brazilian literature, during
the twentieth century and to the present day.
Palavras-chave
Literatura, Literatura - História e crítica - Teoria, etc., Rosa, João Guimarães, 1908-1967 - Sagarana - Crítica e interpretação, Literatura brasileira História e crítica, Rosa, Sagarana, Duelo, Sertão Rosiano, Neofantástico, Neofantastic
Citação
REIS, Ana Carolina Oliveira Silva. O neofantástico em Sagarana, de Guimarães Rosa. 2017. 114 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2017.341