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“Recordar é viver de novo”: a construção de memórias por escritoras sobre o matrimônio, a escravidão e o magistério (final do século xix - primeira metade do século xx).

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Este trabalho investiga memórias de autoras elaboradas no final do século XIX e primeira metade do século XX, tendo como foco as lembranças envolvendo casamento, escravidão e magistério. Para tal, tem como fontes as obras Minha vida de menina, de Helena Morley; No tempo de Dantes, de Maria Paes de Barros; Páginas de recordações: memórias, de Floriza Barbosa Ferraz e Dias ensolarados no Paraizo: memórias, de Brazilia Oliveira Lacerda. Partindo do pressuposto defendido por Ecléa Bosi de que a rememoração do passado é induzida pelo presente, trabalhamos nesta pesquisa com a hipótese de que as autoras escrevem sobre um tempo quando o modelo de família senhorial na qual estavam inseridas parecia estar seguro. Sendo filhas e netas de fazendeiros e senhores de escravizados, revivem nas páginas de seus livros especialmente a infância e juventude, nas quais permeiam as brincadeiras, os estudos e os sonhos de serem freiras, literatas ou professoras. Investigando estas temáticas à luz da História Social, este trabalho pretende dessacralizar as obras, retirando-as do lugar de genialidade, assim como propõe analisar as autoras para além de questões sobre gênero, levando em conta o lugar social das mesmas.

Abstract

Palavras-chave

Memórias, mulheres, casamento, escravidão, magistério.

Citação

CIRQUEIRA, Naiara Stefani de Souza Rocha. “Recordar é viver de novo”: a construção de memórias por escritoras sobre o matrimônio, a escravidão e o magistério (final do século XIX - primeira metade do século XX). 2024. 81 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024.

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