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Perfil da amplitude de dorsiflexão de tornozelo em atletas de futsal de alto rendimento

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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL

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Resumo

O movimento de dorsiflexão é importante para realizar gestos esportivos do futsal, como acelerações, desacelerações e mudanças de direções. O objetivo primário deste estudo foi caracterizar a amplitude de dorsiflexão em atletas de futsal, considerando a dominância de membro inferior, assimetria entre membros inferiores e posição em quadra. Os objetivos secundários foram: (1) verificar se a amplitude de dorsiflexão em cada membro inferior e sua assimetria diferia entre as posições em quadra; (2) verificar se atletas com histórico de lesão no último ano diferiam na magnitude de dorsiflexão em cada membro inferior e na sua assimetria comparado com atletas sem histórico de lesão no último ano. Estudo observacional transversal foi realizado com 140 atletas (26,0 ± 5,8 anos, sexo masculino), de nove times da Liga Nacional de Futsal Brasileira. A amplitude de dorsiflexão foi mensurada por meio do Lunge Test. O histórico de lesão foi registrado por meio de formulário, considerando o registro de lesões que ocorreram no período de um ano anterior à data da coleta. Estatística descritiva foi realizada a partir do cálculo da média e desvio padrão para as variáveis paramétricas e mediana (Mdn) e intervalo interquartil (IQR) para as variáveis não-paramétricas. Análise de variância one-way foi utilizada para comparar a amplitude de dorsiflexão do lado dominante e não dominante entre as posições em quadra. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para comparar a assimetria da amplitude de dorsiflexão entre as posições em quadra. Teste t independente foi utilizado para verificar se havia diferença nos dados de amplitude de dorsiflexão do lado dominante e não dominante entre os atletas que tiveram e não tiveram lesão no último ano. Os resultados mostraram que a média de amplitude de dorsiflexão foi de aproximadamente 39°, sem diferenças entre posições em quadra e entre aqueles com e sem histórico de lesão (p > 0,05). A assimetria de dorsiflexão entre membros inferiores foi de aproximadamente 5% e não foi diferente entre posições em quadra (p = 0,896). A assimetria foi maior em atletas com histórico de lesão (Mdn = 6,0°, IQR = 8,2°) em comparação ao sem lesão (Mdn = 4,2°, IQR = 5,0°, p = 0,033). Assim, os achados sugerem que a amplitude de dorsiflexão requerida nas diferentes posições em quadra seja similar entre jogadores de futsal e que a assimetria entre lados pode ser uma variável clínica importante a ser considerada.

Abstract

Palavras-chave

Futsal, Dorsiflexão, Assimetria, Histórico de lesão

Citação

ALMEIDA, Isack Nícholas Ribeiro de. Perfil da amplitude de dorsiflexão de tornozelo em atletas de futsal de alto rendimento. 2025. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.

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