Publicação: Prematuridade em bebês negros: implicações para a saúde materno-infantil e o desenvolvimento na primeira infância
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
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A prematuridade representa um desafio significativo para a saúde neonatal e para o
desenvolvimento infantil, pois os bebês nascidos apresentam maior risco de complicações
médicas e dificuldades no desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional. Pesquisas
evidenciam que o pertencimento racial constitui um determinante para a ocorrência de partos
prematuros no Brasil, considerando a interação entre fatores biológicos, socioeconômicos e
raciais. Neste contexto, este estudo teve como objetivo identificar os fatores que influenciam a
prematuridade, bem como analisar seus impactos no desenvolvimento da criança negra durante
a primeira infância. Para sua realização, utilizou-se da abordagem qualitativa, da pesquisa
bibliográfica e da análise à luz da abordagem histórico-cultural. A pesquisa ocorreu entre
fevereiro e agosto de 2025, nas bases de dados acadêmicas como SciELO, PubMed e Google
Scholar, utilizando os descritores: saúde materno-infantil e mulheres negras; prematuridade e
crianças negras; desenvolvimento infantil e crianças negras. Foram incluídos 10 artigos
publicados entre 2015 e 2025. Os resultados mostraram que mulheres negras enfrentam maior
risco de parto prematuro devido a condições de saúde pré-existentes, baixa escolaridade, acesso
desigual a serviços de saúde e racismo estrutural. Consequentemente, crianças negras
prematuras apresentam vulnerabilidades no desenvolvimento físico, cognitivo e
socioemocional, exacerbadas por barreiras socioeconômicas e experiências de racismo.
Estratégias de prevenção e intervenção incluem políticas públicas, programas de estimulação
precoce, acompanhamento multidisciplinar e práticas antirracistas que promovam equidade no
cuidado materno-infantil. O estudo evidencia a necessidade urgente de ações integradas e
sensíveis às questões raciais para garantir o desenvolvimento pleno e equitativo de crianças
negras prematuras.
Abstract
Prematurity represents a significant challenge for neonatal health and child
development, as preterm infants are at greater risk of medical complications and difficulties in
cognitive, motor, and socioemotional domains. Evidence shows that racial belonging is a
determinant for the occurrence of preterm births in Brazil, given the interaction of biological,
socioeconomic, and racial factors. In this context, the present study aimed to identify the factors
influencing prematurity and to analyze its impacts on the development of Black children during
early childhood. A qualitative approach was employed, based on bibliographic research and
analysis guided by the historical-cultural perspective. The research was conducted between
February and August 2025 in databases such as SciELO, PubMed, and Google Scholar, using
the descriptors: maternal and child health and Black women; prematurity and Black children;
child development and Black children. Ten articles published between 2015 and 2025 were
included. The findings indicate that Black women face a higher risk of preterm birth due to pre
existing health conditions, low educational attainment, unequal access to healthcare services,
and structural racism. As a result, Black preterm children experience vulnerabilities in physical,
cognitive, and socioemotional development, which are further aggravated by socioeconomic
barriers and racism. Prevention and intervention strategies include public policies, early
stimulation programs, multidisciplinary follow-up, and anti-racist practices that promote equity
in maternal and child care. The study highlights the urgent need for integrated actions that are
sensitive to racial issues in order to ensure the full and equitable development of Black preterm
children.
Palavras-chave
Prematuridade, Prematurity, Desenvolvimento infantil, Child development, Crianças negras, Black children, Racismo estrutural, Structural racism, Políticas públicas, Public policies
Citação
RAMOS, Síntia Souza. Prematuridade em bebês negros: implicações para a saúde materno-infantil
e o desenvolvimento na primeira infância. 2025. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
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