Publicação: Validação de um teste de esforço alternativo ao teste convencional de esteira utilizando um protótipo de cadeira de rodas
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::CARDIOLOGIA
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Objetivo: Obter equivalência dos sinais eletrocardiográficos com ênfase no segmento
ST entre testes ergométricos realizados em uma esteira convencional e em um
protótipo de cadeira de rodas ergométrica, quando atingida a frequência cardíaca
submáxima/máxima. Além das avaliações secundárias dos parâmetros
metabólicos/fisiológicos e da percepção subjetiva do esforço. Método: Foi realizado
um estudo observacional, transversal, em voluntários saudáveis, sem alterações de
mobilidade referidas, submetidos a um teste de esforço em esteira convencional
(protocolo de Bruce) e um teste de esforço (protocolo de Wingate) no protótipo de
cadeira de rodas estacionária ERGO1. Resultados: Vinte e três voluntários, sendo a
maioria do sexo masculino (n=17; 73,9%), idade média de 39,74 ± 10,75 anos e índice
de massa corporal (IMC) médio de 26,40 ± 2,77 Kg/m² preencheram os critérios de
inclusão. Houve correlação individual do comportamento do segmento ST durante a
fase de esforço, com dois (8,7%) voluntários apresentando alterações sugestivas de
isquemia. Não se observou diferença entre os testes em relação à: FC Inicial: 82,0
±13,16bpm vs. 81,65 ± 16,06bpm (p=0,820) e FC Máxima 172,34 ± 22,27bpm vs.
166,26 ± 13,67 bpm (p=0,131) atingidas. Houve maiores valores percentuais para
obtenção da FC máxima 96,95 ± 6,13% vs. 92,17 ± 5,80% (p=0,002) na esteira.
Maiores valores na percepção subjetiva do esforço 7,39 ± 1,77 vs. 6,52 ± 1,53
(p=0,016) e menor tempo de execução 498,78 ± 90,87 vs 898,26 ± 123,64s (p=0,001)
foram registrados no ERGO1. Conclusão: O teste de exercício realizado no protótipo
de cadeira de rodas ERGO1, aplicando-se o protocolo de Wingate, é equivalente ao
realizado na esteira convencional mediante a análise do segmento ST em testes
eficazes. Maior pontuação na escala de percepção do esforço, menores valores
percentuais para atingir a FC máxima e menor tempo gasto para a realização dos
testes foram características secundárias observadas no ERGO1.
Abstract
Objective: Obtain equivalence of electrocardiogram signals with emphasis on the ST
segment during ergometric tests performed on a conventional treadmill and an
ergonomic wheelchair prototype, when the submaximal or maximal heart rate is
reached. As well as doing secondary analysis of metabolic/physiological parameters
and subjective perception of effort. Method: A cross sectional study was performed
with healthy volunteers who showed no sign of impaired mobility. They were submitted
to a stress test on a conventional treadmill (BRUCE protocol) and a stress test
(Wingate protocol) on a stationary wheelchair prototype (ERGO1). Results: Twentythree volunteers, mostly males (n=17; 73,9%), with an average age of 39,74 ± 10,75
years old, and an average body mass index (BMI) of 26,40 ± 2,77 Kg/m² met the
inclusion criteria. During the stress stage, there was correlation of the ST segment's
behavior, with two (8,7%) volunteers presenting suggestive alterations of ischemia.
There were no differences between the tests related to: resting HR 82,0 ±13,16bpm
vs. 81,65 ± 16,06bpm (p=0,820) and maximum HR 172,34 ± 22,27bpm vs. 166,26 ±
13,67 bpm (p=0,131). Higher percentage values to reach the maximum HR were
observed on the treadmill test: 96,95 ± 6,13% vs. 92,17 ± 5,80% (p=0,002). Higher
values in the subjective perception of effort 7,39 ± 1,77 vs. 6,52 ± 1,53 (p=0,016) and
lower execution time 498,78 ± 90,87 vs 898,26 ± 123,64s (p=0,001) were registered
on ERGO1. Conclusion: The exercise test performed on the ERGO1 wheelchair
prototype, applying the Wingate protocol, is equivalent to that performed on a
conventional treadmill through an analysis of the ST segment on effective tests.
Secondary aspects observed on ERGO1 were higher scores on the effort perception
scale, lower percentage values to achieve maximum HR, and less time spent to
perform the tests.
Palavras-chave
Mobilidade reduzida, Cadeira de rodas, Teste de esforço, Reduced mobility, Wheelchair, Exercise test
Citação
FAZZIO, Fernando Roberto De. Validação de um teste de esforço alternativo ao teste convencional de esteira
utilizando um protótipo de cadeira de rodas. 2020. 49 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2020.543.
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