Publicação: Estudos da interação Trypanosoma cruzi hospedeiro mamífero
enfatizando a resposta imunológica e caracterização biológica da proteína P21 do parasito
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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::IMUNOLOGIA::IMUNOLOGIA APLICADA
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Resumo
Trypanosoma cruzi é o agente etiológico da doença de Chagas. Devido à ampla
diversidade genética e fenotípica existente em T. cruzi, a espécie foi dividida em seis
discretas unidades de tipagem (DTU), denominadas T.cruzi I a VI. A cepa G pertence
ao grupo T.cruzi I e a CL a T.cruzi VI. Formas amastigotas extracelulares (AE) são
consideradas importantes na manutenção do ciclo no hospedeiro vertebrado. Estudos
quanto à diferença de infectividade e caracterização da suscetibilidade imunológica de
parasitas pertencentes aos diferentes grupos mostram-se relevantes para que terapias
baseadas na resposta imunológica sejam eficientes para todos os grupos
filogeneticamente distintos. A proteína P21 de T. cruzi foi recentemente caracterizada e
sua possível atuação no processo de internalização do parasito na célula hospedeira foi
observada. Dar continuidade à caracterização funcional da P21 de T. cruzi por meio do
emprego de sua forma recombinante (P21-His6) é de grande relevância, pois esta poderá
futuramente figurar entre os potenciais alvos terapêuticos para o tratamento da doença
de Chagas. Os objetivos desse trabalho foram analisar o perfil imunológico mediante a
infecção por T. cruzi, buscando identificar a atuação diferenciada dessa resposta frente a
duas cepas (G e CL) e formas distintas do parasito (tripomastigotas metacíclios ou
amastigotas extracelulares); analisar o tropismo diferencial das cepas G e CL de T. cruzi
durante a infecção aguda e crônica em camundongos; caracterizar a atividade biológica
da proteína P21 de T. cruzi, buscando analisar sua função para o parasito e atuação na
célula hospedeira. No presente trabalho mostra-se que amastigotas extracelulares da
cepa G não induzem infecção patente in vivo devido a sua alta susceptibilidade à
produção de IFN-γ no início da infecção. Houve diferença no tropismo entre as distintas
cepas, durante a cinética de infecção, sendo que a cepa CL manteve-se
preferencialmente no estômago, tanto na fase aguda quanto crônica, e a cepa G
manteve-se no estômago no decorrer de toda a infecção, mas também foi capaz de
migrar para o tecido cardíaco, principalmente no processo de cronificação. A
quimiocina KC parece exercer um importante papel no controle da infecção, podendo
interferir no curso da mesma, assim como na possível migração dos parasitos; a P21-
His6 aumenta a fagocitose e a remodelação do citoesqueleto de actina, ao se ligar no
receptor CXCR4 e ativar a via de PI3-k.
Abstract
Trypanosoma cruzi is the etiologic agent of Chagas disease. Due to its genetic
diversity, species have been divided into six groups denominated Discrete Typing Units
(DTU I to VI). The G strain belongs to T. cruzi I group and CL to T. cruzi VI.
Extracellular amastigotes forms (EA) are considered important in maintaining the
vertebrate host cycle. Studies concerning the difference of infectiveness and the
characterization of immunologic susceptibility in parasites belonging to different groups
are relevant so that therapies based upon immunological response may be efficient for
all distinct phylogenetic groups. T. cruzi´s P21 protein has recently been characterized
and its probable action in parasites internalization process into host cell was observed.
To give continuity to the functional characterization of T. cruzi´s P21 employing its
recombinant form (P21-His6) is of great relevance taking into account that these could
in the future take part into the potential therapeutic goals. The objectives of this study
were to analyze the immunological profile by T. cruzi infection, seeking to identify the
differentiated performance of this response against G and CL strains and different forms
of the parasite (metacyclic trypomastigotes or extracellular amastigotes); to analyze the
differential tropism of CL and G strains during the acute and chronic infection;
characterize the biological activity of P21 T. cruzi protein, trying to analyze its function
to the parasite and performance in the host cell. We observed that extracellular
amastigotes from G strain does not induce patent infection in vivo due to their high
susceptibility to IFN-γ production early in infection; There were differences in tropism
between the different strains, since during the kinetics infection, the CL strain was
maintained preferably in the stomach, both in the acute and chronic phase and G strain
remained in the stomach throughout the entire infection, but was also able to migrate
into the heart tissue, particularly in chronic infection; The chemokine KC seems to play
an important role in controlling the infection and may influence the course of infection,
as well as the possible migration of parasites; the P21-His6 enhances phagocytosis and
the remodeling of the actin cytoskeleton by binding to CXCR4 receptor and activate via
PI3-k.
Palavras-chave
Trypanosoma cruzi, Resposta imune, Tropismo, IFN-γ, KC, P21, Fagocitose, Citoesqueleto de actina, PI3-quinase, Immune response, Tropism, Phagocytosis, Actin cytoskeleton, PI3-Kinase, Chagas,
Doença de
Citação
RODRIGUES, Adele Aud. Estudos da interação Trypanosoma cruzi hospedeiro mamífero
enfatizando a resposta imunológica e caracterização biológica da proteína P21 do parasito. 2015. 161 f. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2015. DOI https://doi.org/10.14393/ufu.te.2015.12