Publicação: A linguagem do “corpo encapoeirado” frente às diferenças de gênero e “raça”
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Orientador
Coorientador
Resumo
A presente Trabalho de Conclusão de Curso, resultante de uma pesquisa de Iniciação
11
Científica, desenvolvida junto à Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade
Federal de Uberlândia (FAEFI/UFU), e que contou com o apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/PIBIC) insere-se nas problematizações
contemporâneas sobre gênero, “raça” e práticas corporais. Mais especificamente, pretende
provocar discussões sobre espaços ocupados por mulheres, especificamente mulheres pretas,
na vivência da mulher preta na Capoeira Angola. Objetivou-se compreender alguns motivos
que levam mulheres pretas adultas a praticarem a Capoeira Angola e como o marcador social
de “raça” perpassa as relações entre elas e suas práticas, em um grupo de Capoeira Angola de
uma cidade do interior do estado de Minas Gerais. Pretendeu-se também identificar como as
praticantes percebem as relações entre gênero e “raça” na prática de Capoeira Angola. A
pesquisa qualitativa norteou o estudo e os dados empíricos aqui compilados foram gerados a
partir de questionários e entrevistas estruturadas de 7 mulheres pertencentes ao coletivo em
questão que reside no interior de Minas Gerais. Como resultado, notou-se um entendimento
das diferenças de tons de pele (pretas, pardas e brancas), mas também a dúvida de se
encaixarem dentro dessas categorias “racializadas”. Constatamos também que há, pelas
colaboradoras, a consciência das tentativas de apagamento de suas histórias e a concessão
social e estrutural do poder para pessoas e instituições opressoras). Dessa forma, o conceito
“corpo encapoeirado” foi originado pela Mestra e Pesquisadora Ivanildes Sena, tratando dos
diferentes diálogos de corpos, tendo então seu principal papel questionar a representação
padronizada. A Capoeira Angola foi e é um espaço para “dar cor” (e essa cor é preta!),
favorecendo a construção de espaços de resistência contra o racismo e apagamento da história
de povos africanos e afro-brasileiros. Em segundo ponto, elas apontam que a história da
Capoeira é atravessada por valores sociais que, de certa forma, legitimam o protagonismo dos
homens no poder. Visualizar a presença de mulheres nesses espaços, falando sobre si e por si
mesmas, é fundamental para combater e desconstruir práticas e valores machistas que
permeiam os diversos espaços de nossa sociedade, dentre eles, os destinados às práticas
corporais e/ou esportivas, como a Capoeira Angola.
Abstract
This Course Completion Work, resulting from a Scientific Initiation research, developed at
the Faculty of Physical Education and Physiotherapy of the Federal University of Uberlândia
(FAEFI/UFU), and which has the support of the National Council for Scientific and
Technological Development (CNPq/PIBIC) is inserted in contemporary problematizations
about gender, “race” and body practices. More specifically, it intends to provoke discussions
about spaces occupied by women, specifically black women, in the experience of black
women in Capoeira Angola. The objective was to understand the reasons that lead adult black
women to practice Capoeira Angola and how the social marker of “race” permeates the
relationships between them and their practices, in a Capoeira Angola group from a city in the
interior of the state of Minas Gerais. It was also intended to identify how practitioners
perceive the relationship between gender and “race” in the practice of Capoeira Angola.
Qualitative research guided the study and the empirical data compiled here were generated
from sessions and structured interviews with 7 women belonging to the collective in question
located in the interior of Minas Gerais. As a result, an understanding of the differences in skin
tones (black, brown and white) was noted, but also the doubt of fitting within these
“racialized” categories. We also noticed that the collaborators are aware of attempts to erase
their stories and the social and structural concession of power to oppressive people and
institutions. In this way, the concept “encapoeirado body” was originated by Master and
Researcher Ivanildes Sena, dealing with the different dialogues of bodies, having then its
main role to question the standardized representation. Capoeira Angola was and is a space to
“give color” (and that color is black!), favoring the construction of spaces of resistance
against racism and the erasing process of the history of African and Afro-Brazilian peoples.
Secondly, they point out that the history of Capoeira is crossed by social values that, in a way,
legitimize the protagonism of men in power. To visualize the presence of women in these
spaces, talking about themselves and for themselves, is fundamental to fight and deconstruct
sexist practices and values that permeate the various spaces of our society, among them, those
destined to corporal and/or sports practices, such as Capoeira Angola.
Palavras-chave
Capoeira Angola, Mulheres pretas, Gênero, Raça
Citação
OLIVEIRA, Sandy Cristine Prata de. A linguagem do "corpo encapoeirado" frente às diferenças de gênero e "raça".2023. 64 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023.
DOI
Coleções
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
