Publicação: O comportamento de carona em saúvas (Atta spp.): uma avaliação experimental de três hipóteses
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Orientador
Coorientador
Resumo
Operárias mínimas das saúvas normalmente "pegam carona" nos fragmentos carregados por operárias forrageiras. As principais explicações para esse comportamento são: a defesa contra parasitóides, a defesa contra contaminantes do fungo e a obtenção de seiva. Neste estudo foram testadas três hipóteses através de ensaios pareados padronizados, utilizando colônias laboratoriais de Atta sexdens e de campo de Atta laevigata. Nas duas espécies, a proporção de fragmentos com caronistas aumentou significativamente em resposta à presença de seiva e a contaminantes do fungo. Essa proporção também aumentou na presença de forídeos, mas somente para aA. sexdens. Além disso, a posição das caronistas variou com o tratamento aplicado. Na presença de forídeos, as caronistas frequentemente se deslocavam sobre o fragmento. Na presença de seiva frequentemente as caronistas ficavam paradas na borda do fragmento foliar, local por onde a seiva escorre, enquanto os flocos contaminados por patógenos, as caronistas permaneciam no centro do fragmento, onde a contaminação era maior. Os resultados sugerem que o comportamento de carona em saúvas tem múltiplas funções. Esse comportamento provavelmente evoluiu com os mecanismos de defesa, tanto contra potenciais contaminantes do fungo simbionte quanto contra parasitóides. A obtenção de seiva parece uma função secundária e provavelmente oportunística desse comportamento.
Abstract
Palavras-chave
Forídeos, Obtenção de seiva, Contaminantes do fungo
Citação
VIEIRA NETO, Ernane Henrique Monteiro. O comportamento de carona em saúvas (Atta spp.): uma avaliação experimental de três hipóteses. 2006. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2006.