Publicação: O uso domiciliar de quimioterápicos orais e os desafios na saúde ambiental
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA, CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA, CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
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Resumo
Introdução: Os quimioterápicos orais estão cada vez mais presentes no tratamento
do câncer, nesse contexto, questões de farmacovigilância se tornam muito
importantes. Autoridades sanitárias devem atentar-se ao risco de intoxicação que
essas drogas oferecem ao paciente e aos familiares, principalmente as crianças, já
que, na forma farmacêutica oral, as drogas antineoplásicas estão mais disponíveis em
ambiente domiciliar. Outra questão é sobre o risco ambiental, uma vez que foi
identificado que os resíduos dessas substâncias são contaminantes emergentes e
seus efeitos no ecossistema ainda são pouco conhecidos. Objetivo: Investigar os
possíveis riscos de toxicidade que o uso de quimioterapia oral em ambiente domiciliar
pode ocasionar ao meio ambiente e população. Métodos: Este estudo consiste em
uma pesquisa exploratória / descritiva e de natureza quantitativa. Realizou-se um
levantamento bibliográfico, descritivo, tipo revisão integrativa, levantamento
documental nos bulários e aplicação de questionário. Resultados: Foram
identificadas 15 substâncias com caráter desregulador endócrino ambiental, além de
outras 11 com alto potencial tóxico em nível domiciliar; já a revisão integrativa apontou
que são poucos os estudos e grandes os desafios sobre a segurança coletiva da
população brasileira e mundial. Com o questionário, sustentou-se que falta orientação
para os pacientes quanto aos perigos que os quimioterápicos podem ocasionar.
Conclusão: Denota-se que parte das drogas estudadas têm grande potencial tóxico
e desregulador endócrino, logo, podem interferir na fauna e mananciais, alterando o
comportamento de peixes e demais organismos que vivem nesse ecossistema e
podendo provocar acidentes. Assim, para confirmação deve-se incentivar a realização
de estudos de ecotoxicidade, isolados e específicos de cada substância.
Abstract
Introduction: Oral chemotherapy drugs are increasingly present in the treatment of
cancer, in this context, pharmacovigilance issues become very important. Health
authorities should be aware of the risk of intoxication that these drugs offer to patients
and family members, especially children, since in the oral pharmaceutical form,
antineoplastic drugs are more available in the home environment. Another issue is
about environmental risk, since it has been identified that the residues of these
substances are emerging contaminants and their effects on the ecosystem are still
poorly known. Objective: To investigate the possible toxicity risks that the use of oral
chemotherapy in the home environment may cause to the environment and population.
Methods: The study is an exploratory / descriptive and quantitative research. A
bibliographic, descriptive, and integrative review type survey was carried out, as well
as a documentary survey in the bularia and questionnaire application. Results: 15
substances with an endocrine-disrupting environmental character were identified, in
adition to 11 others with a high toxic potential at the household level; whereas the
integrative review pointed out that there are few studies and great challenges on the
collective security of the Brazilian and worldwide population. With the questionnaire, it
was argued that there is a lack of guidance for patients as to the dangers that
chemotherapy can cause. Conclusion: It is noted that part of the drugs studied has
great toxic and endocrine disrupting potential, so they can interfere in fauna and
springs, altering the behavior of fish and other organisms living in this ecosystem and
causing accidents. Thus, for confirmation purposes, ecotoxicity studies, isolated and
specific to each substance, should be encouraged.
Palavras-chave
Quimioterapia Oral, Oral Chemotherapy, Contaminantes Emergentes, Emerging Contaminants, Farmacêuticos Oncológicos, Oncological Pharmacists, Intoxicação, Intoxication
Citação
FERREIRA, Marco Aurélio Soares. O uso domiciliar de quimioterápicos orais e os desafios na saúde ambiental. 2021. 97 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2021.DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2021.219
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