Publicação: Articulação do simulacro nA invenção de Morel
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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA
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Resumo
A presente dissertação se ocupa da novela do escritor argentino, Adolfo Bioy Casares, La
invención de Morel (1940); que trata tanto do gênero de ficção científica, policial e do drama
amoroso quanto dos tópicos da reduplicação da vida, dos dilemas da imortalidade, dos
arquivos das imagens, dos simulacros, questões essas discutidas pelos teóricos
contemporâneos da tecnologia de informação e comunicação, como Jean Baudrillard, Paul
Virílio e Pierre Lévy. O centro neurálgico da novela é a invenção de uma máquina, capaz de
capturar imagens à sua volta e de reproduzi-las posteriormente, num eterno retorno de
projeção. A invenção é conseqüência do próprio desdobramento das tecnologias de apreensão
da realidade da época, tais como o rádio, o fonógrafo, o cinema e a televisão, na medida em
que consegue não só reproduzir imagens idênticas à realidade, mas também os sons, as
resistências ao tato, os odores etc. Através deste enfoque, a obra possibilita uma visionária
reflexão sobre a realidade virtual e os simulacros, antecipando as preocupações teóricas de
Jean Baudrillard e Paul Virílio, entre outros teóricos da imagem, em torno da imortalidade e
da estética da desaparição, que formam o corpo básico do trabalho investigativo desta
dissertação. No entanto, estas questões estão subordinadas a um processo de investigação
mais amplo, no qual a máquina reprodutora de imagens da novela é tratada como a própria
possibilidade de imortalizar e perpetuar as experiências e emoções do passado; portanto essa
passa a ser considerada a própria metáfora do ato de narrar, da literatura em si mesma, ou de
qualquer outra forma de relato. Logo, a relação entre a escritura elaborada pelo diário do
narrador e a produção de imagens pela máquina leva-nos à discussão desenvolvida por
Foucault sobre a disposição entre palavras e as coisas, entre signos e imagens, nos quais estão
embutidos dois conceitos que se contrapõem: de um lado, o conceito de simulação e de
similitude, e do outro, o da representação e da semelhança.
Abstract
La presente disertación se dedica a la novela del escritor argentino, Adolfo Bioy Casares, La
invención de Morel (1940); que discurre tanto del género de ciencia-ficción, policíaco y del
drama amoroso, en cuanto a los tópicos de la reduplicación de la vida, de los dilemas de la
inmortalidad, de los archivos de las imágenes, de los simulacros; estas interrogantes fueron
discutidas por los teóricos contemporáneos de la tecnología de información y comunicación
como Jean Baudrillard, Paul Virílio y Pierre Lévy. El centro neurálgico de la novela es la
invención de uma máquina, capaz de capturar imágenes a su alrededor y de reproduzirlas
posteriormente en un eterno retorno de proyección. La invención es consecuencia del proprio
desdoblamiento de las tecnologías de aprehensión de la realidad de la época, tales como, la
radio, el fonógrafo, el cine y la televisión, en la medida en que consigue no solamente
reproducir imágenes idénticas a la realidad, sino también los sonidos, las resistencias al tacto,
los olores, etc. A través de este enfoque, la obra posibilita una reflexión visionaria sobre la
realidad virtual y los simulacros, anticipando las preocupaciones teóricas de Jean Baudrillard
y Paul Virílio, entre otros teóricos de la imagen, sobre la inmortalidad y la estética de la
desaparición que hacen parte del cuerpo básico del trabajo de investigación de esta
disertación. Aunque estas cuestiones están subordinadas a un proceso de investigación más
amplio, en el cual la máquina reproductora de imágenes de la novela es tratada como la propia
posibilidad de inmortalizar y perpetuar las experiencias y emociones del pasado; por lo tanto
esa pasa a ser considerada la propia metáfora del acto de narrar, de la literatura en sí misma, o
de cualquier otra forma de relato. Luego, la relación entre la escritura elaborada por el diario
del narrador y la produción de imágenes por la máquina nos lleva a la discusión desenvolvida
por Foucault sobre la disposición entre palabras y las cosas, entre signos e imágenes, en los
cuales están embutidos dos conceptos que se contraponen: el concepto de simulación y de
similitud, y del otro lado, el de la representación y de la semejanza.
Palavras-chave
Simulacro, Simulação, Imagens virtuais, Virtualização, Similitude, Semelhança, Simulación, Imágenes virtuales, Virtualización, Similitud, Semejanza, Ficção argentina História e crítica, Bioy Casares,
Adolfo, 1914-1999 A invenção de Morel Crítica e interpretação
Citação
LEITE, Afonso Celso Lana. Articulación del simulacro en La invención de Morel. 2008. 113 f. Dissertação (Mestrado em Linguística, Letras e Artes) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2008.