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A (des) construção de um conceito normativo de infância: relato de experiência como acompanhante terapêutico

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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA

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Resumo

O conceito de infância é constituído com mais especificidade na modernidade e, a partir deste período, as crianças passam a ser objetos de estudo da ciência, de interesse do Estado e a ocupar um lugar com mais delimitações na sociedade. As configurações familiares, o caráter mais privativo da noção família e as concepções de infância se modificaram em função das mudanças operadas no contexto histórico-social. Com a constituição desse modelo de infância constroem-se Políticas Públicas voltadas, especificamente, para a infância. Porém essa concepção, em um primeiro momento, tem o objetivo de corrigir as crianças que eram consideradas ‘fora da norma’ pela sociedade, numa tentativa de normatização da infância; modelo de cuidado que se arrasta até os dias atuais. Este trabalho possui como objetivo resgatar os processos da construção histórica do conceito de infância no Brasil, assim como, os processos de criação de Políticas Públicas em Saúde Mental para a infância, refletindo sobre as formas de cuidado existentes e como os elementos históricos contribuem para uma visão normativa e tradicionalista das crianças, a partir de um relato de experiência como Acompanhante Terapêutico (AT) no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi) do município de Uberlândia. Por meio destas reflexões, pôde-se compreender que o Acompanhamento Terapêutico é uma forma de cuidado que se encontra como resistência frente aos modelos tradicionalistas, buscando descontruir o conceito normativo de infância através do acompanhar os sujeitos, em suas singularidades, especificidades e forma única de ser inserido em seu contexto social.

Abstract

Palavras-chave

Acompanhante terapêutico, Infância, Normatividade, Saúde mental, Therapeutic accompaniment, Childhood, Normativity, Mental health

Citação

Santos, Letícia. A (des) construção de um conceito normativo de infância: relato de experiência como acompanhante terapêutico. 2018. 46 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia)- Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018.

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