Publicação: Vivências da mãe e dos profissionais de referência da RAPS de um usuário em porta giratória
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
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Resumo
A reforma psiquiátrica e a atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) trouxeram inúmeros avanços no campo da saúde mental. Contudo, a visão hospitalocêntrica permanece arraigada na prática clínica e no social, prejudicando usuários, familiares e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Portanto, o presente artigo objetivou analisar, por meio do método de estudo de caso e da análise de conteúdo, as vivências e impasses enfrentados por um familiar e profissionais de referência de um usuário no fenômeno da porta giratória e as questões colocadas para a RAPS. A análise apontou a dificuldade de consolidação de políticas da reforma psiquiátrica diante de um fenômeno que reflete a persistência da lógica manicomial nas moralidades e na rede de atenção psicossocial. A sobrecarga de familiares e de profissionais, a internação ainda percebida como principal recurso terapêutico e a falta de vínculo entre usuários, famílias e serviços, expressa a necessidade de mudanças estruturais no sistema de saúde, na articulação em rede, no fortalecimento de vínculos e no protagonismo de usuários que rompam com a lógica excludente na saúde mental.
Abstract
Palavras-chave
Saúde mental, Hospitalização, Desinstitucionalização, Mental Health, Hospitalization, Deinstitutionalization
Citação
OLIVEIRA, Laís Alves de. Vivências da mãe e dos profissionais de referência da RAPS de um usuário em porta giratória. 2025. 24 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) — Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.