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Cárie na primeira infância em crianças com deficiência e depressão materna: estudo observacional

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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA, CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::ODONTOPEDIATRIA

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Marques, Késia Lara dos Santos

Resumo

As mães ou os cuidadores de crianças com deficiência estão mais expostos aos riscos de sintomas depressivos e podem apresentar dificuldades no seu próprio cuidado e/ou dos seus filhos. Sendo assim, os objetivos deste estudo observacional transversal foram avaliar a prevalência e a experiência de cárie dentária na primeira infância, classificar o risco à cárie em crianças com deficiência e verificar a presença de sintomas depressivos na mãe ou no cuidador. Inicialmente, foi realizada uma busca ativa de todos os prontuários odontológicos das crianças assistidas pelo Projeto de Extensão “Promoção de Saúde Bucal para Crianças com Deficiência de Zero a Cinco anos de idade”. Foram selecionadas 45 crianças na faixa etária entre 2 e 5 anos e 11 meses de idade, de ambos os sexos, sem distinção de raça e com deficiência física, intelectual e múltipla. A coleta de dados consistiu na aplicação de três questionários para obter informações sobre a criança, a mãe ou cuidador e da família; classificação do risco à cárie (Ferramenta de Avaliação de risco da Academia Americana de Odontologia Pediátrica); avaliação da presença de sintomas depressivos (Versão em português da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo), e na realização do exame clínico da criança (Índice de cárie ceo-s). Os dados foram tabulados e submetidos à análise estatística descritiva. As variáveis categóricas foram descritas em frequências absoluta e relativa (porcentual) e as variáveis numéricas em média e desvio-padrão. Participaram do estudo 17 crianças com idade média de 3 anos e 5 meses (desvio-padrão = 1,28) e suas mães (cuidadoras). Com relação às crianças, 3 (17,6%), 7 (41,2%) e 7 (41,2%) apresentavam, respectivamente, deficiência física, intelectual e múltipla. A prevalência de cárie foi 29,4%, a experiência de cárie com índice ceo-s médio = 2,11 e 11 (64,7%) crianças foram classificadas com baixo risco à cárie. Com relação às mães (cuidadoras) 10 (58,8%) apresentaram sintomas depressivos, com escores variando de 12 a 20. Foi possível concluir que as crianças apresentaram baixa prevalência, experiência e risco à cárie dentária na primeira infância. Foi observado que as mães apresentaram sintomas depressivos.

Abstract

Palavras-chave

Criança com deficiência, Cárie dentária, Mães, Cuidadores, Depressão

Citação

PIRES, Maria Angélica Sales. Cárie na primeira infância em crianças com deficiência e depressão materna: estudo observacional. 2022. 46 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2022.

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