Publicação: Comparação entre a mensuração de pólipos colorretais utilizando a medida via colonoscópica e a medida macroscópica na anatomia patológica
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CIRURGIA
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Resumo
Introdução: Os pólipos colorretais são lesões benignas da mucosa intestinal com potencial de transformação maligna, configurando o principal precursor do câncer colorretal. O tamanho dessas lesões é um marcador prognóstico essencial e o diâmetro superior a 1 cm é associado a maior risco de displasia e neoplasia. A colonoscopia é o método de escolha para detecção e ressecção de pólipos, porém a mensuração endoscópica é frequentemente subjetiva e dependente da experiência do examinador. Em contraste, a anatomia patológica fornece medições padronizadas, realizadas em ambiente controlado, no entanto, frequentemente há discrepâncias entre os métodos. A compreensão da magnitude e das causas dessas diferenças é fundamental para aprimorar a acurácia diagnóstica e a tomada de decisão clínica. Objetivo: Avaliar a concordância e a magnitude das diferenças entre as medidas de pólipos colorretais obtidas por colonoscopia e anatomia patológica, identificando o viés, a acurácia e os fatores associados às variações dimensionais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, com buscas nas bases de dados PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, Lilacs e Cochrane Library, abrangendo o período de 2013 a 2024. Utilizaram-se os descritores “colonoscopy”, “polyp size”, “pathologic measurement”, “colorectal neoplasms” e “accuracy”. Foram incluídos estudos observacionais e comparativos que apresentaram dados de mensuração endoscópica e anatomopatológica de pólipos colorretais em populações adultas. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, nove artigos foram selecionados e sintetizados conforme características metodológicas, clínicas, morfológicas e resultados quantitativos e qualitativos das mensurações. Resultados: As evidências apontam tendência consistente à superestimação das medidas colonoscópicas em comparação às anatomopatológicas, com diferenças médias entre 2 e 3 mm. Essa discrepância, embora discreta, possui impacto clínico relevante, pois pode alterar a estratificação de risco, os intervalos de vigilância e a conduta terapêutica. Entre os principais fatores associados estão a subjetividade da estimativa visual, a ausência de instrumentos calibrados, a retração tecidual após fixação em formalina e a variação interobservador. A maioria dos pólipos avaliados apresentava morfologia séssil ou pediculada, localizando-se preferencialmente nos segmentos sigmoide e ascendente do cólon, regiões de maior incidência de lesões adenomatosas e serrilhadas. Observou-se que técnicas calibradas e sistemas ópticos digitais reduziram significativamente a variabilidade das medidas e melhoraram a concordância entre os métodos. Além disso, o tamanho do pólipo manteve correlação direta com o grau de displasia, reforçando a importância prognóstica da mensuração acurada. Fatores técnicos, como a complexidade da lesão e a experiência do examinador, também se mostraram determinantes para a precisão das medidas endoscópicas. Conclusão: A colonoscopia, embora seja o método de escolha para detecção e ressecção de pólipos colorretais, apresenta limitações significativas na mensuração dimensional das lesões. As medidas endoscópicas tendem à superestimação quando comparadas às análises anatomopatológicas, e essa discrepância pode repercutir diretamente na conduta clínica, na estratificação de risco e na definição dos intervalos de vigilância. A utilização de dispositivos calibrados e sistemas ópticos digitais mostrou-se eficaz para reduzir o viés de superestimação e aprimorar a concordância entre os métodos, configurando uma estratégia promissora para aumentar a precisão diagnóstica e a segurança do rastreamento do câncer colorretal.
Abstract
Palavras-chave
Pólipo colônico, Mensuração de pólipo colonoscopia, Patologia, Anatomopatológico, macroscopia, polipectomia
Citação
CASTRO, George Lucas Ferreira. Comparação entre a mensuração de pólipos colorretais utilizando a medida via colonoscópica e a medida macroscópica na anatomia patológica. 2026. 33 f. Trabalho de Conclusão de Residência (Residência em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.