Publicação: O pão que o artista amassou: Happenings e fermentações entre arte e vida
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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
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Resumo
O presente trabalho pretende relatar as relações artista/objeto
estético/sociedade, partindo da alteridade como meio de atingir a subjetividade.
Para tanto realizo, entre 2017 e 2018, uma sequência de happenings nomeados
O Pão que o Artista Amassou, a partir dos quais exploro meus caminhos e
condições enquanto artista, o que se apresenta do cotidiano, do comum, de
minhas vivências e aspirações. Apresento, com isso, como os anseios de meu
pai perpassam minha existência e como eu perpasso esses afetos em minha
construção de conhecimento. Em meu processo de criação faço uma massa de
pão, asso e o empacoto. Depois, vestida de padeira, dialogo com
transeuntes de diferentes espaços, oferecendo-llhes o pacote. Através dos
questionamentos 'Que pão oferece – e alimenta – o artista?’, 'Seria o pão e o
sujeito que o produz uma ficção ou uma invenção de mundos possíveis?’,
dialogo com os autores Bourriaud, Bishop, Rancière, Versiani, Deleuze e
Guattari, com o coletivo Filé de Peixe e artistas como Paulo Bruscky e Ricardo
Basbaum para tecer os percursos dessa ação que atravessa o que nos é
corriqueiro para sacudir nossas verdades óbvias e trabalhar nas fissuras do
real, em suas possibilidades. Reflito assim sobre minha própria inserção
social, histórica e identitária.
Abstract
The present work intends to report the artist / aesthetic object / society,
starting from the alterity as a way to reach the subjectivity. For this purpose,
between 2017 and 2018, I make a sequence of happenings named O pão que o
Artista Amassou (The Bread that the Artist Kneaded), from which I explore my
ways and conditions as an artist, which is presented in daily life, in the ordinary,
in my experiences and aspirations. With this, I present how my father's
yearnings permeate my existence and how I perpetuate these affections in my
knowledge construction. In my creation process I make a dough, bake and
package it. Then, dressed as a baker, I talk to the passers-by from different
spaces and give them the package. Through the questions 'What bread offers
- and feeds - the artist?', 'Is bread and the subject that produces it a fiction or
invention of possible worlds?', I dialogue with the authors Bourriaud, Rancière,
Versiani, Deleuze and Guattari, with the collective Fillet of Fish and artists
like Paul Bruscky, Claire Bishop, Wolney Fernandes de Oliveira and Ricardo
Basbaum to weave routes this action through what we are commonplace to
shake our obvious truths and work in the real cracks in your possibilities. Thus,
I reflect on my own social, historical and identity insertion.
Palavras-chave
Autoetnografia, Arte relacional, Happening, Alimento
Citação
SILVA, Keila Machado da. O pão que o artista amassou: happenings e fermentações entre arte e vida. 2019. 49 f. Trarbalho de Conclusão de Curso (Graduação em Artes Visuais) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019.
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