Publicação: Experiências de mulheres com câncer de mama no manejo da fadiga secundária à quimioterapia
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
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Resumo
Introdução: Dentre as reações adversas decorrentes da quimioterapia, a fadiga tem
apresentado intensas repercussões, em diferentes dimensões da vida de pacientes
oncológicos. Devido a múltiplos fatores, que vão desde o não relato por parte dos
pacientes, não valorização da queixa pelos profissionais de saúde até a dificuldade de
manejo desta reação adversa, pacientes têm buscado por práticas
complementares/estratégias não farmacológicas para o alívio da fadiga secundária à
quimioterapia. Objetivo: Compreender experiências de fadiga em mulheres sob o
tratamento de quimioterapia com diagnóstico de câncer de mama e o uso de práticas
complementares/estratégias não farmacológicas para seu manejo. Percurso teóricometodológico:
Trata-se de estudo explicativo, com abordagem qualitativa e referencial
teórico da antropologia médica e desenvolvido com quatro mulheres. A coleta de dados
foi conduzida com entrevistas semiestruturadas audiogravadas e etnografia. Para
organização e análise dos dados foi utilizada a análise temática indutiva. Resultados: A
fadiga secundária à quimioterapia gerou desconforto e limitações às participantes; para
lidar com esta reação adversa foram identificadas diferentes práticas
complementares/estratégias não farmacológicas: descanso; conservação de energia;
cuidado alimentar; prática de atividades religiosas; caminhada e movimentação do
corpo; cuidado de plantas; apoio familiar, informal e profissional, as quais foram
implementadas por meio do autocuidado e do cuidado recebido e propiciaram alívio
momentâneo ou relaxamento. Compreendemos que o sentido atribuído às experiências
da fadiga foi a limitação para a rotina diária, que prejudicou as mulheres no
cumprimento de seus papéis. No que se refere às práticas complementares/estratégias
não farmacológicas utilizadas para o manejo da fadiga, percebemos que o sentido
atribuído foi a possibilidade de se sentir capaz e alcançar alívio, ainda que momentâneo,
permitindo se sentir melhor, confiante e apta para prosseguir até o final do tratamento.
Considerações finais: O estudo demonstrou a importância de compreender as
experiências da fadiga e da utilização de práticas complementares/ estratégias não
farmacológicas por mulheres com câncer de mama, dando voz aos discursos, saberes,
crenças e valores culturais desta população. A equipe de saúde deve associar a
compreensão cultural ao conhecimento científico em suas práticas de assistência, além
de desenvolver e aprimorar práticas complementares/ estratégias não farmacológicas
visando atenção integral.
Abstract
Introduction: Among the adverse reactions due to chemotherapy, the fatigue has had
several impacts in quality of life of cancer patients. The absence of reporting the fatigue
as an adverse reaction by patients undergoing chemotherapy, the non-appreciation of the
complaint by the health professionals and the difficulty of handling this adverse
reaction, has made the search for complementary practices/ non-pharmacological
strategies for the relief of secondary fatigue due to chemotherapy an alternative for
those patients. Objective: The aim of the study was understanding the experiences of
women with breast cancer in chemotherapy with the use of complementary practices/
non-pharmacological strategies for fatigue management is the aim of this study.
Methods: It is explicative study, with qualitative approach, theoretical reference of
medical anthropology and developed with four women. Data collection was conducted
with semi-structured interviews, audio records and observation. For the organization
and analysis of the data the thematic analysis was used. Results: Secondary fatigue due
to chemotherapy generated discomfort and limitations to the breast cancer women on
chemotherapy participants. To deal with this adverse reaction different complementary
practices/non-pharmacological strategies were identified: rest; energy conservation;
food care; practice of religious activities; walking and body movement; plant care;
family, informal and professional support, which were implemented through self-care
and care received and provided momentary relief or relaxation. We understand that the
sense attributed to the experiences of fatigue was the limitation to daily routine, that
hold back women in fulfilling their roles. Regarding complementary practices/nonpharmacological
strategies used for the management of fatigue, we perceive that the
sense attributed was the possibility of feeling capable and reaching relief, even if
momentary, allowing us to feel better, confident and able to continue until the
treatment. Conclusion: The study demonstrated the importance of understanding the
experiences of fatigue and the need to use the complementary practices/nonpharmacological
strategies by women with breast cancer, giving voice to their
discourses, knowledge, beliefs and cultural values. The health team should associate
cultural understanding with scientific knowledge in its care practices, in addition to
developing and improving complementary practices/ non-pharmacological strategies
aimed at integral care.
Palavras-chave
Neoplasias da mama, Breast cancer, Quimioterapia, Chemotherapy, Fadiga, Fatigue, Terapias complementares, Complementary therapies, Pesquisa qualitativa, Qualitative research, Ciências médicas, Medical sciences, Mama - Câncer, Breast - Cancer
Citação
CUNHA, Nayara Ferreira. Experiências de mulheres com câncer de mama no manejo da fadiga secundária à quimioterapia - Uberlândia. 2018. 90f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018. DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2018.121