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Um estudo variacionista de (z)inho na cidade de Uberlândia

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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA

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Resumo

Com a presente pesquisa realizamos uma análise descritiva de um fenômeno linguístico comum entre os falantes da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, qual seja: a redução da estrutura (z)inho para (z)im (menininho meninim; cafezinho cafezim). Pautados pela metodologia variacionista realizamos entrevistas que tinham como objetivo não só buscar o linguajar natural do falante (questionário livre), mas também estimular os entrevistados a pronunciarem palavras com a estrutura (z)inho (questionário induzido). O corpus foi constituído por 1118 palavras que continham a estrutura em estudo a partir de 24 entrevistas estratificadas por: gênero; faixa etária; grau de escolaridade e tipo de questionário conforme estabelecido pelo GEFONO (Grupo de Estudos em Fonologia). Além dos fatores extralinguísticos, consideramos também os seguintes fatores linguísticos: tipo de sílaba (leve ou pesada); segmento final da palavra primitiva; tipo de diminutivo (-inho ou zinho); palavra primitiva ou derivada contendo a forma (z)inho; categoria lexical da palavra de base e tonicidade da palavra primitiva. Os dados obtidos foram codificados e rodados no programa de análise estatística GoldVarb que selecionou como relevante para essa pesquisa fatores como: tipo de questionário; tipo de sílaba (leve ou pesada); segmento final da palavra primitiva; tipo de diminutivo (-inho ou zinho); palavra derivada ou primitiva contendo a forma -(z)inho; sexo e idade. Nossa análise baseou-se teoricamente na representação silábica de Selkirk (1982), no modelo acentual para o Português Brasileiro de Bisol (1992) e em estudos de Lee (1995), Moreno (1997), Menuzzi (1993) e Teixeira (2008). Ao final desse trabalho concluímos que a estrutura (z)inho na forma reduzida é engatilhada pela derivação e ocorrem condicionadas a naturalidade da fala, ou seja, a forma reduzida ocorre com maior frequência quando essa é pronunciada espontaneamente. Além disso, pessoas mais velhas, apontadas na literatura como linguisticamente mais conservadoras, realizam a redução com grande frequência, não importando o grau de escolaridade do falante, fato que aponta para a não esteriotipação do fenômeno estudado. Por fim, a forma reduzida de (z)inho tem maior produtividade em palavras cuja sílaba seja formada por um troqueu silábico.

Abstract

Palavras-chave

Linguística Estudo e ensino, Linguagem e línguas -Variação, Teoria variacionista, Redução de (z)inho, Representação silábica, Modelo acentual, Variational method, Reduction of structure (z)inho, Syllabic representation, Accentual model

Citação

FELICE, Leonardo da Silva. Um estudo variacionista de (z)inho na cidade de Uberlândia. 2011. 172 f. Dissertação (Mestrado em Linguística Letras e Artes) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2011.

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