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Os entraves para o desenvolvimento do etanol de segunda geração no Brasil

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CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA INDUSTRIAL::MUDANCA TECNOLOGICA

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Resumo

Este trabalho analisa por que o etanol de segunda geração (E2G) ainda não alcançou competitividade de custos no Brasil, apesar da infraestrutura, do conhecimento produtivo e do mercado construídos pelo etanol de primeira geração (E1G). A pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e documental, combina revisão bibliográfica sobre Nova Economia Institucional e dependência da trajetória com análise descritiva de dados secundários da ANP, EPE, Conab, BNDES, Anfavea e documentos empresariais. Os resultados mostram um efeito institucional duplo: a trajetória do E1G oferece ativos, logística, regulação e uma frota flex compatíveis com o E2G, mas também reforça a preferência por uma rota madura, de menor risco e retorno mais previsível. O principal entrave decorre da interação entre complexidade tecnológica, investimento inicial e coordenação institucional. Na referência utilizada, o investimento estimado é de R$ 16,92 por litro anual de capacidade para o E2G, ante R$ 3,99 para a expansão agregada do E1G. As estimativas de despesas operacionais têm escopos distintos e não autorizam comparação isolada, embora enzimas, manutenção e instabilidade operacional permaneçam críticas. Conclui-se que a difusão do E2G exige maior confiabilidade de processo, redução do investimento inicial, desenvolvimento de fornecedores nacionais, mecanismos estáveis de compartilhamento de risco e contratos de demanda. O combustível sustentável de aviação pode ampliar o valor da rota celulósica, mas constitui oportunidade potencial, não solução garantida.

Abstract

Palavras-chave

etanol de segunda geração, dependência da trajetória, setor sucroenergético, transição energética, bioeconomia

Citação

SANTOS, Gabriel Machado. Os entraves para o desenvolvimento do etanol de segunda geração no Brasil. 2026. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Econômicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.

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