Publicação: Caça às bruxas, Estado e capitalismo: explorando os vínculos históricos, a intersecção das opressões e suas consequências na estruturação social
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::ETICA
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Resumo
O capitalismo precisa ser pensado a partir do ponto de vista das mulheres, sem estar dissociado
da classe trabalhadora. O advento do capitalismo não decorre de uma transição inevitável de
sistemas econômicos: o capitalismo nasce da massificação da pobreza, da violência, da
expropriação e do estupro. As consequências deste fenômeno na vida das mulheres trazem um
marco histórico: ganha espaço uma nova divisão sexual do trabalho, que marca os dias atuais,
a exclusão feminina do trabalho assalariado e a mecanização do corpo feminino em uma
máquina de reprodução de trabalhadores assalariados. Escraviza-se o corpo feminino à serviço
do Estado. O capitalismo não conecta-se somente com o sexismo, mas também com o racismo,
já que explora sujeitos coloniais, descendentes de escravos africanos, povos ameríndios e
imigrantes, para se fundar enquanto sistema. Não é possível associar o capitalismo com
qualquer forma de libertação. Objetiva-se aqui, analisar a relação entre a caça às bruxas e o
nascimento do capitalismo, explorar a intersecção entre gênero, raça e classe, e examinar os
esforços de superação dos problemas de gênero na União Soviética. Para tal, utiliza-se uma
metodologia que combina revisão bibliográfica e o método histórico-dialético, já que
compreende os fenômenos históricos e sociais por meio da análise de suas contradições
internas, transformações e desenvolvimento histórico.
Abstract
Le capitalisme doit être pensé du point de vue des femmes, sans être dissocié de la classe
ouvrière. L'avènement du capitalisme ne résulte pas d'une transition incontournable des
systèmes économiques : le capitalisme est né de la massification de la pauvreté, de la violence,
de l'expropriation et du viol. Les conséquences de ce phénomène dans la vie des femmes
marquent un tournant historique : une nouvelle division sexuelle du travail gagne du terrain,
qui marque l'actualité, l'exclusion féminine du travail salarié et la mécanisation du corps
féminin en une machine de reproduction des salariés. Le corps féminin devient esclave au
service de l'Etat. Le capitalisme n'est pas seulement lié au sexisme, mais aussi au racisme, car
il exploite des sujets coloniaux, descendants d'esclaves africains, peuples amérindiens et
immigrés, pour se fonder en système. Il n'est pas possible d'associer le capitalisme à n’importe
quelle forme de libération. L'objectif ici c’est d'analyser la relation entre la chasse aux sorcières
et la naissance du capitalisme, d'explorer l'intersection entre le genre, la race et la classe, et
d'examiner les efforts pour surmonter les problèmes de genre en Union soviétique. À cette fin,
on utilise une méthodologie qui combine une étude bibliographique et la méthode historicodialectique, car elle comprend des phénomènes historiques et sociaux à travers l'analyse de leurs
contradictions internes, de leurs transformations et de leur développement historique.
Palavras-chave
Caça às Bruxas, Chasse aux sorcières, Capitalismo, Capitalisme, União Soviética, Union Soviétique, Opressão, Opression
Citação
SANTOS, Leticia Rodrigues da Silva. Caça às buxas, Estado e capitalismo: explorando os vínculos históricos, a intersecção das opressões e suas consequências na estruturação social. 2023. 91 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2023.395.
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