Publicação: Avaliação comparativa da resistividade do solo em projetos de aterramento: análise de terrômetro e resistivímetro em SEV e seus efeitos sobre parâmetros de segurança via Software XGSLab
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CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA ELETRICA::SISTEMAS ELETRICOS DE POTENCIA
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Resumo
A resistividade do solo é um dos principais parâmetros no projeto e na avaliação de sistemas de aterramento, influenciando diretamente a resistência de aterramento e os níveis de tensão de toque e de passo. Nesse contexto, a correta caracterização elétrica do solo é fundamental para garantir a segurança de pessoas e equipamentos. Este trabalho apresenta uma investigação comparativa entre medições de resistividade do solo realizadas com terrômetro e resistivímetro, analisando as diferenças entre os resultados obtidos e seus impactos no dimensionamento de sistemas de aterramento.
Foram realizadas medições experimentais em cinco locais distintos, utilizando o método de Wenner, com diferentes espaçamentos entre eletrodos. Os resultados indicaram que o terrômetro tende a fornecer valores de resistividade inferiores aos obtidos com o resistivímetro, sendo esse comportamento mais acentuado para maiores espaçamentos entre eletrodos. Observou-se que, para espaçamentos superiores a 16 m, o terrômetro apresenta perda significativa de confiabilidade, com erros da ordem de 30%.
A partir dos dados experimentais, foram realizadas análises computacionais no software XGSLab, aplicadas a sistemas reais de aterramento de uma usina fotovoltaica, de um hospital e de uma subestação de energia elétrica. As simulações demonstraram que, em solos de baixa resistividade, as variações nos valores medidos exercem menor influência sobre a resistência final de aterramento, enquanto em solos de alta resistividade essas diferenças resultam em variações expressivas na resistência de aterramento e nos níveis de tensão de toque e de passo.
Os resultados evidenciaram ainda que o uso de valores de resistividade obtidos com terrômetro tende a subestimar a resistência de aterramento e as tensões de toque e de passo, podendo conduzir ao subdimensionamento dos sistemas e a uma avaliação excessivamente otimista das condições de segurança. Conclui-se que o terrômetro é mais indicado para medições de pequeno porte e espaçamentos reduzidos, enquanto o resistivímetro se mostra mais adequado para estudos que demandam maior precisão e profundidade de investigação.
Abstract
A resistividade do solo é um dos principais parâmetros no projeto e na avaliação de sistemas de aterramento, influenciando diretamente a resistência de aterramento e os níveis de tensão de toque e de passo. Nesse contexto, a correta caracterização elétrica do solo é fundamental para garantir a segurança de pessoas e equipamentos. Este trabalho apresenta uma investigação comparativa entre medições de resistividade do solo realizadas com terrômetro e resistivímetro, analisando as diferenças entre os resultados obtidos e seus impactos no dimensionamento de sistemas de aterramento.
Foram realizadas medições experimentais em cinco locais distintos, utilizando o método de Wenner, com diferentes espaçamentos entre eletrodos. Os resultados indicaram que o terrômetro tende a fornecer valores de resistividade inferiores aos obtidos com o resistivímetro, sendo esse comportamento mais acentuado para maiores espaçamentos entre eletrodos. Observou-se que, para espaçamentos superiores a 16 m, o terrômetro apresenta perda significativa de confiabilidade, com erros da ordem de 30%.
A partir dos dados experimentais, foram realizadas análises computacionais no software XGSLab, aplicadas a sistemas reais de aterramento de uma usina fotovoltaica, de um hospital e de uma subestação de energia elétrica. As simulações demonstraram que, em solos de baixa resistividade, as variações nos valores medidos exercem menor influência sobre a resistência final de aterramento, enquanto em solos de alta resistividade essas diferenças resultam em variações expressivas na resistência de aterramento e nos níveis de tensão de toque e de passo.
Os resultados evidenciaram ainda que o uso de valores de resistividade obtidos com terrômetro tende a subestimar a resistência de aterramento e as tensões de toque e de passo, podendo conduzir ao subdimensionamento dos sistemas e a uma avaliação excessivamente otimista das condições de segurança. Conclui-se que o terrômetro é mais indicado para medições de pequeno porte e espaçamentos reduzidos, enquanto o resistivímetro se mostra mais adequado para estudos que demandam maior precisão e profundidade de investigação.
Palavras-chave
Resistividade do solo, Soil resistivity, Sistema de aterramento, Grounding system, Terrômetro, Earth tester, Resistivímetro, Resistivity meter, Tensão de toque e passo, Touch e step voltages
Citação
SANTOS, Erikc José Ferreira. Avaliação comparativa da resistividade do solo em projetos de aterramento: análise de terrômetro e resistivímetro em SEV e seus efeitos sobre parâmetros de segurança via Software XGSLab. 2026. 125 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.103.