Publicação: Uma praça e uma árvore: o patrimônio imaterial, memória coletiva da Praça 14 de julho e as narrativas fundantes da identidade de Canápolis/MG
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Resumo
Resumo
Este artigo analisa o processo de formação e transformação da paisagem urbana de Canápolis,
Minas Gerais, com ênfase na Praça 14 de Julho e na simbólica árvore Baru, tomando como base os
conceitos de paisagem, rugosidade, memória coletiva e patrimônio imaterial. Parte-se do pressuposto
de que o espaço urbano não é apenas materialidade, mas também suporte de narrativas, práticas
sociais e referências identitárias. O estudo busca compreender de que modo à praça e a árvore Baru
se consolidaram como elementos centrais da memória local e como as transformações urbanas
ocorridas ao longo do tempo impactaram essas referências simbólicas. Metodologicamente, a
pesquisa possui abordagem qualitativa, de carácter descritivo e interpretativo, fundamentada em
pesquisa bibliográficas, documental e em relatos orais de moradores e agentes culturais. Os
resultados indicam que a Praça 14 de julho constitui um lugar de memória, no qual se articulam
sociabilidade, pertencimento e identidade coletiva. A árvore Baru, por sua vez, destacou-se como
marco simbólico da cidade, reunindo narrativas ligadas à convivência comunitária, à justiça informal e
a construção do imaginário local. Conclui-se que transformações urbanas, embora voltadas à
modernização e à requalificação do espaço público, também podem enfraquecer referências
materiais e simbólicas essenciais à preservação da memória coletiva.
Palavra-chave: patrimônio imaterial; memória coletiva; paisagem urbana; Canápolis; identidade local.
Abstract
This article analyzes the process of formation and transformation of the urban landscape of Canápolis,
Minas Gerais, with emphasis on Praça 14 de Julho (July 14th Square) and the symbolic Baru tree,
based on the concepts of landscape, roughness, collective memory, and intangible heritage. It
assumes that urban space is not only materiality, but also a support for narratives, social practices,
and identity references. The study seeks to understand how the square and the Baru tree have
become central elements of local memory and how urban transformations over time have impacted
these symbolic references. Methodologically, the research has a qualitative approach, of a descriptive
and interpretative nature, based on bibliographic and documentary research and oral accounts from
residents and cultural agents. The results indicate that Praça 14 de Julho constitutes a place of
memory, in which sociability, belonging, and collective identity are articulated. The Baru tree, in turn,
stood out as a symbolic landmark of the city, bringing together narratives linked to community life,
informal justice, and the construction of the local imaginary. It is concluded that urban transformations,
although aimed at modernization and the requalification of public space, can also weaken material and
symbolic references essential to the preservation of collective memory.
Keywords: Intangible heritage; Collective memory; Urban landscape; Canápolis; local identity.
Palavras-chave
Patrimônio imaterial, Intangible heritage, Memória coletiva, Paisagem urbana, Canápolis, Identidade local, Collective memory, Urban landscape, Local identity.
Citação
SILVA, Lorrayne Moreira da. Uma praça e uma árvore: o patrimônio imaterial, memória coletiva da Praça 14 de julho e as narrativas fundantes da identidade de Canápolis/MG. 2026. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Geografia) – Instituto de Ciências Humanas do Pontal, Universidade Federal de Uberlândia, Ituiutaba, 2026.