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Feira da Kantuta, a flor dos Andes na terra da garoa: Urbanidade e arquitetura de um território cultural imigrante em São Paulo

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CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO, CNPQ::CIENCIAS HUMANAS

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Resumo

Este trabalho explora e analisa os territórios culturais dos imigrantes bolivianos na cidade de São Paulo, fazendo um recorte no território localizado no bairro do Pari, a Feira da Kantuta, feira livre de rua que ocorre todos os domingos na praça de mesmo nome. O objetivo é compreender a constituição desses territórios, suas tipologias, intrarrelações na malha urbana e a estrutura cultural boliviana na metrópole, considerando tanto suas dimensões espaciais quanto simbólicas. Busca-se evidenciar como a lógica de ocupação cultural contribui para a formação de territórios significativos para a comunidade, articulando cultura, espaço urbano e práticas sociais. A metodologia combina pesquisa bibliográfica, documental, coleta de dados e pesquisa de campo, adotando a etnografia urbana proposta por Magnani para analisar os territórios “de perto e de dentro”, e a fotoetnografia como recurso narrativo e de análise. Através de tal entendimento e conceituação, amplia-se o olhar a feira da Kantuta, espaço constituído pelo conjunto da praça e da feira, que foi criado e territorializado pelos imigrantes bolivianos, para assim destrinchar e expor esse conjunto enquanto território emblemático imigrante boliviano a nível social, cultural e urbano.

Abstract

Este trabajo explora y analiza los territorios culturales de los inmigrantes bolivianos en la ciudad de São Paulo, centrándose en el barrio de Pari, específicamente en la Feria Kantuta, feria libre callejera que se celebra cada domingo en la plaza homónima. El objetivo es comprender la constitución de estos territorios, sus tipologías, sus interrelaciones dentro del tejido urbano y la estructura cultural boliviana en la metrópolis, considerando tanto sus dimensiones espaciales como simbólicas. Se busca destacar cómo la lógica de la ocupación cultural contribuye a la formación de territorios significativos para la comunidad, articulando cultura, espacio urbano y prácticas sociales. La metodología combina investigación bibliográfica y documental, recolección de datos e investigación de campo, adoptando la etnografía urbana propuesta por Magnani para analizar los territorios “de cerca y desde dentro”, y la fotoetnografía como recurso narrativo y analítico. Mediante esta comprensión y conceptualización, se amplía la perspectiva sobre la feria de Kantuta, un espacio constituido por la plaza y la propia feria, que fue creado y territorializado por inmigrantes bolivianos, con el fin de diseccionar y exponer este conjunto como un territorio emblemático de los inmigrantes bolivianos a nivel social, cultural y urbano.

Palavras-chave

território, imigrantes, territorialização, bolivianos, circuitos, territorialización, inmigrantes, bolivianos, circuitos

Citação

ESTRADA, Milagros Apaza. Feira da Kantuta, a flor dos Andes na terra da garoa: Urbanidade e arquitetura de um território cultural imigrante em São Paulo. 2026. 188 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2025.654.

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