Publicação: Autoeficácia do uso de preservativo em estudantes de graduação em Enfermagem
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
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Coorientador
Silva, Andrea Mara Bernardes da
Resumo
Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) representam um grave problema
de saúde global, afetando a qualidade de vida e acarretando diversas complicações. Inúmeros
estudos têm identificado uma dificuldade enfrentada em relação ao uso de preservativos, seja
pela percepção de que eles interferem no prazer sexual, pela falta de consciência sobre os
riscos associados ao uso inconsistente ou pela inconsistência nas práticas e conhecimentos em
relação ao uso correto do preservativo. A autoeficácia diz respeitoàs crenças nas capacidades
de um indivíduo em organizar e desempenhar os cursos de ação fundamentais para executar
certas crenças de autoeficácia podendo ser compreendidas como o julgamento que uma
pessoa tem de sua habilidade de realizar alguma atividade prezando um definido
desempenho.Objetivo:verificar a autoeficácia no uso de preservativo de estudantes do curso
de graduação em enfermagem de uma Universidade Pública Federal no interior de Minas
Gerais.Tendo como propósito entender se ocorre algum problema ou objeção para o uso do
preservativo e se existem dúvidas sobre o mesmo.Metodologia:observacional, transversal,
descritivo e de abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada em uma Universidade
Pública no interior de Minas Gerais. Os participantes foram discentes do curso de graduação
em enfermagem. São estudantes regulamente matriculados, e que tinham de 18 a 45 anos.
Utilizado Escala de Autoeficácia no Uso de Preservativos (CUSES). Resultados: Idade entre
18 e 25 anos (N=110, 74,3%), cor autodeclarada branca (N=78, 52,7%),
gênerofeminino(N=122, 82,4%), orientação sexual, 115 discentes (77,7%) heterossexuais.
Período 38 participantes (25,7%) cursando o 1° período, 114 discentes (77%) estavam
desempregado, 124 solteiros (N=83,9%), a maioria católico (N=54, 36,5), com uma renda de
1 a 2 salários-mínimos (N=60, 40,5%). 92 (62,2%) residem com os familiares,
acompanhamento psicológico 92 (62,2%) pessoas não realizam no último ano, uso de
substâncias psicoativas, 60 (40,5%) responderam já terem realizado o uso, sendo o álcool o
mais utilizado (N=84, 56,0%), 117 (79,1%) possuem vida sexual ativa, 53 (45,3%) uso do
preservativo, e 51 (43,6%) em uso de pílula ou injeção. A idade média de início da vida
sexual foi de 17,3 (DP=2,5), 79 (53,4%) dos discentes possui parceiro sexual regular.
Conclusão: Observa-se que esse grupo de estudantes/universitários possui conhecimento
satisfatório em relação à autoeficácia do uso de preservativos, porém baixa adesão.
Abstract
Introduction: Sexually transmitted infections (STIs) represent a serious global health
problem, affecting quality of life and causing several complications. Numerous studies have
identified a difficulty faced in relation to the use of condoms, whether due to the perception
that they interfere with sexual pleasure, lack of awareness about the risks associated with
inconsistent use or inconsistency in practices and knowledge regarding the correct use of
condoms. . Self-efficacy concerns beliefs in an individual's abilities to organize and perform
the fundamental courses of action to execute certain self-efficacy beliefs, which can be
understood as the judgment that a person has of their ability to perform some activity, valuing
a defined performance. Objective: to verify self-efficacy in the use of condoms by
undergraduate nursing students at a Federal Public University in the interior of Minas Gerais.
With the purpose of understanding if there is any problem or objection to the use of condoms
and if there are any doubts about it. Methodology: observational, cross-sectional, descriptive
and quantitative approach. The research was carried out at a Public University in the interior
of Minas Gerais. The participants were students of the undergraduate nursing course. They are
regularly enrolled students, aged between 18 and 45 years. Condom Use Self-Efficacy Scale
(CUSES) was used. Results: Age between 18 and 25 years (N=110, 74.3%), white selfdeclared color (N=78, 52.7%), female gender (N=122, 82.4%), sexual orientation, 115
students (77.7%) heterosexual. Period 38 participants (25.7%) attending the 1st period, 114
students (77%) were unemployed, 124 were single (N=83.9%), the majority Catholic (N=54,
36.5), with a income of 1 to 2 minimum wages (N=60, 40.5%). 92 (62.2%) live with family
members, psychological follow-up 92 (62.2%) people did not perform in the last year, use of
psychoactive substances, 60 (40.5%) responded that they had already used it, alcohol being
the most used (N=84, 56.0%), 117 (79.1%) are sexually active, 53 (45.3%) use condoms, and
51 (43.6%) use the pill or injection. The average age of sexual initiation was 17.3 (SD=2.5),
79 (53.4%) of the students had a regular sexual partner. Conclusion: It is observed that this
group of students/university has satisfactory knowledge regarding the self-efficacy of condom
use, but low adherence.
Palavras-chave
IST, Planejamento familiar, Minorias sexuais de gênero, Autoeficacia
Citação
CARVALHO, Emily Maria Pinto de. Autoeficácia do uso de preservativo em estudantes de graduação em Enfermagem. 2023. 29 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023.