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O Rap, a educação e o aluno pobre: Diálogos em Psicologia Escolar e Educacional

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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA

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O Movimento Hip-Hop surgiu no Bronx, Nova York, nos anos 60 e 70 como expressão artística e social de jovens negros e latino-americanos, composto por Rap, Graffiti e Break Dance e se destaca por abordar desigualdades sociais, sendo o Rap o meio crucial de denúncia social, por meio de músicas, enquanto o Graffiti e o Break Dance se utilizam de outros modelos de denúncia. No Brasil, o Hip-Hop chegou nos anos 80 e se popularizou em 90, adaptando-se às questões locais e se tornando uma importante ferramenta de expressão e identidade para jovens marginalizados. Este estudo tem como objetivo geral investigar os elementos presentes no Rap que apresentem potencial na mediação escolar e na emancipação dos sujeitos por meio de processos educacionais, além de investigar possibilidades de diálogos com teorias produzidas na área de Psicologia Escolar e Educacional, em sua vertente crítica, e de contribuições com suas práticas vinculadas à realidade do estudante pobre. Trata-se de pesquisa qualitativa, que se deu por meio da seleção de quatro letras de música de Rap, consideradas condizentes com o objetivo, tendo como referencial de análise de dados a Psicologia Histórico-Cultural e os estudos em Psicologia Escolar e Educacional (PEE), em sua vertente crítica. Resultados: As letras analisadas foram das músicas: "O Cara que Corre" dos Rappers Lord, Tiago Mac e Cidinho; "Rap Educação" do grupo Liberdade Condicional; “Brasil sem Educação” do grupo Face da Morte; e “Estudo Errado” do Rapper Gabriel, O Pensador. Os resultados apontaram para duas categorias de análise: 1) Importância da educação nos processos de emancipação e de transformação social; 2) Críticas ao sistema educacional excludente: a construção de novos caminhos em Educação Popular a partir do diálogo com a Psicologia Escolar e Educacional crítica. Foi possível problematizar questões apontadas nas letras analisadas que apontam para a realidade do estudante pobre e para o esvaziamento de sentido do sistema educacional presente em sua realidade, bem como em relação a sua importância na emancipação dos sujeitos. Em diálogo profícuo com os estudos da área de Psicologia Escolar e Educacional, foi possível abarcar debates que contemplaram aspectos da realidade do estudante pobre, como aqueles que envolvem, por exemplo, a produção do fracasso escolar e as relações étnico-raciais, temáticas importantes para a vertente crítica da área. Foi possível concluir quanto ao potencial emancipatório do Rap, enquanto manifestação cultural que clarifica a respeito da realidade das pessoas pobres e das questões sociais, culturais, históricas e raciais imbuídas em suas letras, as quais dialogam com a área de Psicologia Escolar e Educacional, pois convergem em prol de uma educação popular que seja emancipatória e busque diminuir desigualdades sociais. O estudo aponta para a colaboração mútua entre o Rap e a Psicologia Escolar e Educacional, tendo em vista que aquele pode ser uma importante ferramenta de intervenção em contextos educacionais abordados por esta.

Abstract

Palavras-chave

Hip-Hop; Rap; Psicologia Escolar e Educacional; Educação Popular

Citação

CALIXTO, Gabriel da Silva. O rap, a educação e o aluno pobre: diálogos em psicologia escolar e educacional. 2024. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.

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