Publicação: Perfil de idosos com hanseníase e fatores associados
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
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Introdução: A alta prevalência de doenças infecciosas é um problema de saúde pública entre idosos no Brasil. A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma infecção crônica que afeta nervos, olhos e pele, podendo causar lesões, perda de sensibilidade e incapacidades físicas, especialmente em idosos com comorbidades. Avaliações periódicas são essenciais para monitorar o Grau de Incapacidade Física (GIF), com foco em olhos, mãos e pés. Objetivos: Analisar o perfil demográfico e clínico de idosos com hanseníase e os fatores associados à doença. Método: Estudo retrospectivo, descritivo e documental, com abordagem quantitativa, baseado em 78 prontuários de idosos atendidos no CREDESH entre 2018 e 2022. Os dados foram sistematizados por instrumento próprio e analisados com o teste de Kolmogorov-Smirnov. A pesquisa foi aprovada pelo CEP sob o número 73327223.2.0000.5152. Resultados: Dos pacientes analisados, 76,9% eram homens com média de 69,57 anos. A maioria (65,4%) apresentava hanseníase virchowiana. O tempo médio de tratamento foi maior nas formas tuberculóide (4 anos) e virchowiana (3,9 anos). Cerca de 30% dos pacientes com os tipos paucibacilar, tuberculóide e virchowiana apresentaram algum grau de incapacidade. Pacientes com hanseníase dimorfa não apresentaram complicações nasais. Perda de força na pálpebra foi comum, e 30% dos pacientes paucibacilares e virchowianos apresentaram redução de acuidade visual. Perda de sensibilidade do nervo ulnar afetou 40% dos pacientes tuberculóides, dimorfos e virchowianos. Já o nervo mediano foi afetado em todos os paucibacilares e em metade dos demais. A perda de sensibilidade do nervo radial e a perda de força muscular foram expressivas em todos os tipos, especialmente na forma dimorfa (p=0,024). Calos e ressecamento não foram observados nos tipos paucibacilar e dimorfo. Metade dos pacientes apresentou perda de sensibilidade nos nervos fibular e tibial posterior, exceto nos paucibacilares. Ressecamento e feridas foram mais frequentes na forma virchowiana (29,4%), e garra rígida acometeu 30% dos paucibacilares. Todos os pacientes com hanseníase paucibacilar e dimorfa apresentaram perda de força muscular. Entre os paucibacilares, 66,7% melhoraram e 60% estabilizaram. Conclusão: A forma virchowiana foi a mais associada a incapacidades, enquanto a forma dimorfa apresentou complicações mais graves, como perda de sensibilidade do nervo radial (p=0,014) e força muscular em membros. A evolução clínica foi mais favorável nos casos paucibacilares. O acompanhamento contínuo é essencial para prevenir incapacidades e adaptar o tratamento às necessidades dos pacientes idosos.
Abstract
Palavras-chave
Saúde do Idoso, Hanseníase, Incapacidades Físicas, Health of the Elderly, Leprosy, Physical Disabilities
Citação
ALGARTE, Marina Da Dalt. Perfil de idosos com hanseníase e fatores associados. 2024. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.