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A expansão da eucaliptocultura no estado de Minas Gerais e a configuração de novos usos do território

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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA

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Resumo

No território mineiro, a eucaliptocultura foi implantada pelo setor siderúrgico a carvão vegetal e de celulose e papel, por meio de reflorestamentos próprios, nos anos de 1940, com o intuito de manter o suprimento contínuo de madeira. Dotada de jazidas de minério de ferro, de profusas florestas e rios, Minas Gerais se destaca pelo dinamismo de seu setor siderúrgico que se fortaleceu a partir da década de 1960 com a instituição do Código Florestal de 1965 e com a promulgação da Lei Federal de incentivos fiscais para o florestamento e reflorestamento. Nesta época, o plantio de eucalipto se intensificou por todo o estado, resultado das políticas públicas desenvolvimentistas, do avanço da pesquisa florestal, da evolução das técnicas silviculturais e da parceria entre universidades e empresas. Na década de 1970, foram elaborados zoneamentos ecológicos destinando cinco áreas geograficamente prioritárias para a silvicultura mineira, denominadas por Distritos Florestais, dos quais o Vale do Jequitinhonha, devido ao seu relevo tabular, proporcionando a mecanização e o baixo preço da terra despertaram o interesse de grandes empreendimentos florestais para a região. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi analisar as implicações territoriais da eucaliptocultura em Minas Gerais, pautando na abordagem da Geografia socioambiental e no conceito de território usado, sinônimo de espaço geográfico. Por meio de levantamentos bibliográficos, de trabalhos de campo e do diagnóstico físico da área, constatou-se a configuração de novos usos do território, especialmente no Distrito Florestal do Jequitinhonha, que resultaram em mudanças nos sistemas ambientais e nas relações de produção e de trabalho.

Abstract

In Minas Gerais, the eucalyptus plantations were developed by the charcoal steel industry and the cellulose and paper sector in the year 1940, in order to maintain the continuous supply of wood. Endowed with deposits of iron ore, profuse forests and rivers, Minas Gerais stands by the dynamism of its steel industry which was strengthened from the decade of 1960, with the institution of the Forest Code of 1965 and with the Program of Fiscal Incentives for Afforestation and Reforestation. At this time, the planting of eucalyptus intensified throughout the state, as a result of the development public policies, the advancement of forestry research, the evolution of silvicultural techniques and the partnership between universities and companies. In the decade of 1970, an ecological-economic zoning was established, devoting five priority areas to forestry called Forest Districts in which highlighted Jequitinhonha Valley, due to its tabular relief, providing the mechanization and the low price of land aroused the interest of large forest enterprises for the region. The objective of this work was to analyze the territorial implications of eucalyptus plantations in Minas Gerais, based on the approach of the socioenvironmental geography and the concept of territory used, a synonym for geographic space. From bibliographical surveys, field work and physical diagnosis in the area, it was verified the configuration new territory uses, especially in Jequitinhonha Valley Forestry District, which resulted in changes in the environmental systems and in the production and work relation.

Palavras-chave

Geografia, Florestas, Eucalipto, Cultivo, Florestas, Território usado, Geografia Socioambiental, Eucalyptus, Forestry, Socioenvironmental Geography, Territory used

Citação

TEIXEIRA, Georgia. A expansão da eucaliptocultura no estado de Minas Gerais e a configuração de novos usos do território - Uberlândia. 2018. 125 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018. DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2018.919.

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