Publicação: Entre sessions e batalhas na dança Krump: Performance, improvisação e meu corpo krumper
Carregando...
Arquivos
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Área do conhecimento
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Resumo
O presente trabalho investigou a prática da improvisação na construção da performance no
Krump. A partir da autoetnografia, os seguintes procedimentos foram utilizados: pesquisa de
campo em eventos de Krump, confecção de diário de bordo com o registro das observações
feitas, entrevista com dançarinos e pesquisa bibliográfica com coleta de artigos e material não
acadêmico, como publicações em redes sociais, vídeos no YouTube e DVDs. A dissertação
apresenta um estudo minucioso acerca da cultura do Krump, como é tido por seus(suas)
praticantes, enquanto dança com as terminologias e investiga seus elementos como a fam, big
homies, lil homies, sessions, batalhas e o sentido de comunidade. Trata-se de uma dança de
origem afrodiaspórica ao incorporar elementos como a roda, a oralidade, resistência e
identidade. O conhecimento no Krump tem sido sistematizado de forma singular ao longo de
sua história e organizado por uma série de vocábulos que são descritos neste trabalho. Nesse
sentido, buscou-se dialogar com a ideia de performance, passando pela noção de Richard
Schechner e a dimensão de improvisação aliada ao conceito de freestyle, popularmente
utilizado por dançarinos(as), bem como outros elementos que contextualizam a performance
do(a) krumper, a descrição técnico-expressiva da improvisação com os conceitos de get off,
musicalidade e character e às possíveis formas de aprendizagem dessa dança. Conclui-se que
a improvisação é prática intrínseca e formadora no contexto do Krump, pois é elemento de
vinculação comunitária dos(as) praticantes, ao mesmo tempo que é base para a construção de
sentidos na vida do(a) krumper, como afirmação de si e superação. Dessa maneira, a
dissertação descreve, também, o caminho da pesquisadora-artista-krumper ao refletir sobre as
suas próprias experiências acerca do ensino-aprendizagem dentro de uma fam e na tradição
oral na comunidade Krump, pois, enquanto lia, alimentava o diário de bordo, escrevia esse
texto, construía minhas performances no Krump, corporificando a dissertação.
Abstract
This paper investigated the practice of improvisation in the construction of Krump
performance. Based on autoethnography, the following procedures were used: field research
at Krump events, preparation of a logbook with records of observations made, interviews with
dancers, and bibliographic research with collection of articles and non-academic material,
such as publications on social networks, videos on YouTube, and DVDs. The dissertation
presents a detailed study of Krump Culture, as it is understood by its practitioners, while
dancing with terminologies and investigating its elements such as fam, big homies, lil homies,
sessions, battles, and the sense of community. It is a dance of Afro-diasporic origin that
incorporates elements such as the circle, orality, resistance, and identity. Knowledge in Krump
has been systematized in a unique way throughout its history and organized by a series of
vocabulary that are described in this paper. In this sense, we sought to dialogue with the idea
of performance, going through Richard Schechner's notion and the dimension of
improvisation combined with the concept of freestyle, popularly used by dancers, as well as
other elements that contextualize the krumper's performance, the technical-expressive
description of improvisation with the concepts of get off, musicality and character and the
possible ways of learning this dance. It is concluded that improvisation is an intrinsic and
formative practice in the context of Krump, as it is an element of community bonding for
practitioners, at the same time as it is the basis for the construction of meanings in the
krumper's life, as self-affirmation and overcoming. In this way, the dissertation also describes
the path of the researcher-artist-Krumper as she reflects on her own experiences regarding
teaching and learning within a fam and in the oral tradition in the Krump community, because,
while she read, she fed the logbook, wrote this text, constructed my performances in Krump,
embodying the dissertation.
Palavras-chave
Krump, Danças Urbanas, Improvisação, Cultura Afrodiaspórica, Street Dance, Improvisation, Freestyle, Afro-diasporic culture
Citação
RODRIGUES, Taís Ferreira. Entre sessions e batalhas na dança Krump: Performance, improvisação e meu corpo krumper. 2024. 124 f. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2025.26.
Coleções
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
